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982 Words

Falcão Narrando Saí da boate do meu pai com o sangue fervendo. Não era raiva comum. Não era estresse de negócio. Era aquela irritação que fica presa atrás do olho, latejando, pedindo resposta. Entrei no carro e bati a porta com força demais, ligando o motor antes mesmo de ajeitar o cinto. O volante parecia pequeno na minha mão. Aquela p***a daquele choro não saía da minha cabeça. Eu já tinha ouvido muito choro na vida. Choro de mulher bêbada, choro de briga, choro de raiva, choro de frustração. Já ouvi mulher chorar porque perdeu dinheiro, porque o cliente não voltou, porque deu errado. Mas aquilo ali… aquilo ali era diferente. Era desespero. Não era choro de quem escorregou no banheiro. Não era choro de quem perdeu um dia de trabalho. Aquela garota estava falando rápido demais, embolad

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