Catherine Narrando Separaram a gente rápido demais. Não houve explicação, nem despedida direito. Um dos seguranças puxou as outras meninas pelo braço, falando baixo, apontando para um corredor oposto. Elas choravam, perguntavam para onde estavam indo, mas ninguém respondeu. Os passos delas foram ficando distantes até virarem só eco, depois nada. Fiquei sozinha? Como já era o esperado. — Ela fica aqui — Olga disse, sem me olhar. Dois homens me conduziram pelo braço até outra porta. Eu não resisti dessa vez. O corpo estava pesado demais, a cabeça girando, como se tudo tivesse acontecido rápido demais para eu conseguir reagir de novo. A porta se abriu e fui empurrada para dentro. O quarto era grande. Grande demais para uma pessoa só. Cama enorme, lençóis claros, iluminação indireta, pare

