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1059 Words
Jasmine... Atravesso os portões da universidade e, consequentemente, solto um suspiro. Meredith acena a minha frente, falando algo que eu não faço a mínima questão de prestar atenção. Nem se eu quisesse, não poderia, porque minha mente ficou lá, no escritório, onde meu pai assinou a minha sentença, por assim dizer. E não é exagero. Queria eu estar exagerando. " Eu sentei na cadeira a sua frente, esperando não tão paciente que ele comessasse logo a falar. Me encontrava nervosa, temerosa por ele ter descoberto algo relacionado ao passado. Mordi a pele interna da minha bochecha até sentir o gosto de ferro na língua. Eu poderia não está assim, afinal porque sofrer antecipadamente? Mas estou oras, e não posso fazer nada a respeito, a não ser responder o que ele perguntar. — A partir de hoje quero que trabalhe com o Oliver. — Simples assim. Tão simples como dizer que a água é transparente. — Preciso que os dois se dêem bem, que entrem em concenço, enfim eu vi vocês dois no jardim e fiquei feliz que lembrava dele. Como eu não lembraria? Como poderia esquecer? — O... quê? - Gaguejo, um tanto aliviada e... Surpresa. Trabalhar? Juntos? — Á alguns dias fechamos um contrato de um terreno. - Ele levanta. - Um projeto particular e secreto e quero você nele. Não que eu não confie nele. O cara é bom. - Sorri presunçoso. — Eu já vi do que ele é capaz e ele se supera. Meu pai começa a caminhar pelo escritório, com a mão na cintura. - Mas preciso de alguém, que vistorie, alguém que me conheça e conheça Liara. Que esteja presente para que saia tudo como eu quero. Qualquer coisa e ele está fora. - Me olha esperando que eu responda... O quê? Pisco repetidas vezes e respiro fundo. — E o que o senhor quer que eu diga, exatamente? — Quero que você diga sim. - Fala como se fosse óbvio. — Pai, do que se trata? E porque contratar a VM Arquitetura? Não sabemos se ele permanecerá na cidade. — Porque são os melhores. E eu não quero menos que isso. E, você é boa no que faz. Com eu nunca soube disso? — Questiona mais pra si — Bom, e Oliver já está estabelecendo residência permanente na cidade, está abrindo o escritório, então ele irá ficar. Prendo a respiração. Qualquer pessoa que o ver agora, pensaria sem sombras de duvida que ele está louco. Mas, saber que Oliver vai ficar na cidade me desestabiliza. - Tudo bem pai. — engulo a seco — Mas quero que fique ciente de que o meu tempo... - Isso não é problema, meu bem. - Me abraça visivelmente aliviado. - Obrigado. O único "problema" é que ele não se deu conta do ponto inicial dessa conversa. O grande X da questão." (...) - Você está me ouvindo? O Eric vai fazer uma festinha particular na casa dele. E nós vamos. Não adianta dizer que não, eu já confirmei com ele. - Dou de ombros pouco interessada. Quem é Eric? Meredith bate palminhas e seus cachos vermelhos voam a minha frente. Então ela para abruptamente, a expressão em seu rosto muda e ela segura firme no meu braço. - O quê? Eu já falei que vou pra essa droga de festa. - Me exalto. - Caramba, fico bastante emocionada por ter presenciado seu primeiro xingamento, bastante orgulhosa até — Alça uma sobrancelha — Quem diria que a princesinha sabe falar essas coisas. - Debocha. O motivo principal por Meredith ser minha amiga, é que ela sempre é sincera comigo. Mas eu a odeio quando joga na minha cara o fato de eu ter dinheiro e ser, pelas palavras dela, mimada. Meu pai trabalhou arduamente, então o dinheiro é dele e ele merece tudo que tem. - Não comece. — alerto-a - Tá. — faz pouco caso — Eu só queria te falar que aquele arquiteto gostosão está vindo em nossa direção. — Estanco no lugar — E, ai meu Deus, ophomem é o t***o em pessoa. - Suas bochechas coradas faz com que eu vire e olha na direção indicada. E lá está ele, todo imponente, alto e... lindo. Meu rosto esquenta quando o observo vestido tão simples e despojado. Os olhares lascivos que muitas lançam são explícitos, já que não fazem a mínima questão de esconder, e não teriam o porque. Oliver faz jus ao que a tudo de bom Porque ele tinha que ficar ainda mais lindo? Porque tinha que aparecer aqui agora quando meus pensamentos libidonosos em relação a ele não me abandonam? Porque meu corpo esta tendo esses... Formigamentos? E o principal, porque sinto algo entre minhas pernas, algo pulsante. - Boa tarde. - Olha o relógio, acrescentando em seguida - Vim buscá-la. Temos muito trabalho pela frente. Então o X da questão entra em cena. Me despeço da Mere que tem um sorriso malicioso brincando nos lábios. - Não precisava vim até aqui. — Digo — E o horário marcado é daqui... - Olho o relógio, repetindo o que fez a pouco- meia hora. Ele para em frente ao carro e me olha, faço o mesmo. - Algum problema em eu vim buscá-la? - Levanta a sobrancelha. - Espero que não, porque vou fazer isso todos os dias. — Dá o veredicto — É bom se acostumar senhorita, trabalharemos juntos agora. Abre a porta do carro e eu entro, então ele fecha porta e rapidamente dá a volta entrando no mesmo. - Não é necessário. - Bufo. - Sei que não. É acostumada com tudo a sua disposição mas pode dispensar o motorista que eu venho buscá-la mesmo assim. - encaro-o, captando o mesmo tom que Meredith usa pra falar quando se refere ao dinheiro da minha família. — Já que insiste. — Murmuro. — Insisto. Muito. — Pra onde iremos? — Para o meu apartamento. O carro ganha a via e eu me calo no mesmo instante. Meu pai não sabe o que acabou de fazer comigo. Não faz idéia de onde me colocou e eu não sei se rio ou choro por isso. Sentir o cheiro de Oliver outra vez em tão pouco tempo depois de anos me dá uma certa esperança. Talvez essa seja a minha oportunidade de saber se ele ainda se sente da mesma maneira comigo.
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