Cap.6 - Ordens do Patrão

1352 Words
----- LEONARDO _ Sim? - Atendo a chamada. _ Está tratado. - Responde Zane. Desligo a chamada e guardo o telemóvel no bolso das calças. Ligo o carro e acelero em direção a casa. Estou a precisar de um banho e ordenei ao Zane que se encontrasse comigo no "Batida Proibida", o mais rapidamente possível. Quero saber todos os pormenores do ajuste de contas que lhe encomendei. _ Leonardo, querido! - Cumprimenta-me, assim que entro na casa. - Jantas hoje? _ Depende? O jantar está na mesa em 15 minutos? - Questiono, enquanto lhe dou um beijo na testa. _ Vou dar ordens à cozinheira para que assim seja. _ Ótimo! Até já. - Não espero pela resposta dela, porque sei que me vai atrasar com perguntas sobre assuntos que não lhe dizem respeito. Subo as escadas em direção à minha suíte. Retiro a minha roupa e entro na box do banho. Coloco a água morna e começo a molhar-me. Sinto umas mãos nas minhas costas e agarro-as rapidamente, fazendo a pessoa perder o equilíbrio. _ Que estás aqui a fazer? - Questiono irritado. _ Uma surpresa. - Fala com uma voz que pensa ser sedutora, mas que a mim, soa a irritante. _ Estás farta de saber que não tens autorização para entrar assim no meu quarto. Como passaste pelo segurança? _ Oh, querido! Achas mesmo que eles me recusam uma visita? A mim? - Diz, toda convencida. _ Quem foi? - Pergunto-lhe, sem paciência nenhuma. _ Foi o Rodrigues. _ Que merda de chefe de segurança! - Falo entre dentes. _ Qual é o problema, Leonardo? Não sou a tua mulher?! - Diz no meio de risinhos. _ Não! - Afirmo com firmeza. "Quem ela pensa que é?" _ Como queiras... - Apressa-se a sair toda irritada, fingindo-se ofendida, mas farta de saber que eu não a quero como a minha mulher. Agarro-a pelos cabelos e puxo-a para dentro da box de banho. Faço-a ajoelhar-se de frente para mim. Ela sabe muito bem o que quero dela e faço questão de lhe mostrar quem manda. Esfrego-lhe o meu p*u na cara e bato-lhe com ele. Ela finta-me. _ Estás à espera do quê? - Pergunto-lhe. Já que se atreveu a desafiar-me, agora vai ter de agradar-me. Sem hesitar, agarra-me no p*u e começa a chupar-me. Agarro-lhe na parte de trás da cabeça e seguro-a ali. Ao princípio engasga-se, mas sabe muito bem que não a vou deixar sair, sem ir até ao fim. Dou-lhe estocadas firmes e rápidas. Levanta um braço, e coloca a mão na minha barriga, tentado ganhar espaço. Eu sacudo-lhe a mão. "Nem penses!" Cada vez acelero mais o ritmo, até que g**o. Ela engole tudo. Só depois, eu deixo-a levantar. Ela tenta esfregar-se em mim. Posso ver que está bem excitada. _ Sai. - Ordeno-lhe. Ela irrita-se, mas eu quero tomar o meu banho descansado e não me apetece dar-lhe prazer. _ Não me ouviste? - Pergunto-lhe ao vê-la parada na porta. _ Leonardo, eu tenho a roupa toda molhada, não posso sair assim. Toda a gente me vai ver neste estado. _ E isso é problema meu? - Pergunto arrogante. Ela sai. Reviro os olhos. Tenho que fazer algo! Já não suporto esta situação. Georgia é bonita, mas é oca por dentro, para além de mesquinha e arrogante. Sei bem que apenas quer a vida fácil que eu lhe posso dar, para poder viajar e comprar as roupas que tanto gosta. Achei-lhe piada no início, mas já só me serve para me satisfazer. Acabo o meu banho, visto-me e desço para jantar. A minha mãe já está sentada à mesa e a comida está servida. _ O que aconteceu com a Georgia? - A pergunta era a sua maneira de me chamar a atenção. Ela já desconfiava do que tinha acontecido. _ Onde está a Valentina? - Mudo de assunto. A minha mãe é bastante intrometida e faz de tudo para me juntar com a Georgia. Eu amo-a e não pretendo faltar-lhe ao respeito. É mais fácil mudar de assunto. _ Está no quarto a estudar. Tem exame amanhã. - Informa. Não lhe respondo e começo a comer. A Valentina, a minha irmã, é o oposto de mim. Orgulho-me disso. _Onde está o Rodrigues? - Pergunto ao segurança que está presente na sala. _ A verificar o perímetro. Quer que o chame, patrão? _ Chama-o e sai. - Ordeno-lhe. A minha mãe olha para mim desconfiada. Ignoro-a. Rodrigues entra na sala. _ Precisa de mim, patrão? - Pergunta-me. _ Quais foram as ordens que eu te dei em relação à Georgia? - Ele fica branco. _ Leonardo, estamos a jantar. - Diz a minha mãe, muito rápido. Só piorou tudo. Já estava farto que se intrometesse. E ela não podia falar comigo assim, à frente dos empregados. Acabara de me deixar numa situação complicada. Coloco a minha mão no meu colo, onde estava a minha arma. Saco-a e disparo. _ c*****o, Leonardo. Não podias esperar que acabássemos o jantar? - A minha mãe estava calma. Habituou-se ao longo dos anos a esta vida. Já assim era com o meu pai, antes dele morrer, assim é comigo e assim será com quem me suceder. É a nossa vida. _ Senão me tivesse desafiado. Ele sairia daqui, apenas sem um pedaço da orelha, mas a mãe não consegue. - Encolho os ombros, aproveitando a situação para que ela entenda que há certas coisas que não posso permitir, nem mesmo da minha mãe. Ela levanta-se da mesa e reaparece na sala acompanhada de duas funcionárias. Deixo-as entretidas a limpar a confusão. Aviso a equipa de segurança que o Rodrigues está indisposto por tempo indeterminado e preparo uma equipa de seis seguranças. Saímos para o bar. Em quinze minutos chegamos. Em coluna, comigo no meio, entramos pela porta secreta, posicionada na lateral do edifício. Ando com três seguranças em cada um dos lados. Entramos e passo pela pista de dança. Vejo o Zane a dançar com uma rapariga. Não me surpreendo, apesar de esta parecer diferente. Era toda gostosa e aquele top em renda a delinear o peito, chamou-me a atenção. Quando Zane me vê, larga-a logo e apressa-se a vir falar comigo. Já eu estava prestes a subir para a varanda quando me alcança. _ Zane, preciso que subas para discutirmos alguns assuntos. - Digo-lhe. Zane trabalha para mim, mas antes de tudo é meu amigo, o único. Mesmo ele sabendo isso, nunca o usou a seu favor. Ele respeita-me, aconselha-me e nunca precisei de lhe dar uma ordem. Falo com ele como se fosse um amigo e ele prontificasse a fazer o que é preciso. _ Claro, Leo. - E sobe comigo. Olho para a rapariga com quem ele dançava. Pareceu-me não se importar com o facto de ele não voltar e continuava a dançar. Ela parecia mesmo ser diferente. ----- ZANE Quando chego ao bar, o Leo ainda não está lá. Dirijo-me ao balcão para pedir uma bebida. Olho para a pista de dança à procura de uma rapariga para me fazer companhia esta noite e vejo uma ideal, a dançar com uma amiga. Pergunto ao empregado se sabe quem ela é. Diz-me que é a primeira vez que a vê aqui. Era uma informação inútil. Isso eu já sabia. Reparei que ela bebia algo e que estava quase no fim. O empregado disse-me que era uma cola com limão e gelo. Pedi-lhe uma e assim que a amiga se afastou, diriji-me a ela. Estendo o braço, de propósito atrás dela, para que ela não me veja. Ela aceita a bebida, provavelmente a pensar que era a amiga. Mas quando se vira, apresento-me. Ela era mais linda de perto. Dançamos e eu já começava a avançar. Coloquei-lhe as mãos na cintura e ela não se afastou. Gostei. Estávamos a dançar, quando Leonardo chegou. Tirei rapidamente as mãos e fui ao seu encontro. Esperava voltar para ela, mas o Leo queria tratar de alguns assuntos. Subimos para a varanda, mas eu esperava descer em breve e arrancar-lhe um beijo.
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