Cap.10 - Mostra-me o Caminho.

1322 Words
----- LEONARDO Entrei no carro e esperei que Aurora entrasse para o lugar do pendura. Olhei para o telemóvel. Uma mensagem do Zane. "Leo, tenta saber mais coisas sobre a Aurora primeiro. Não a magoes sem motivos. Vemo-nos amanhã de manhã na tua casa?". Escrevo rápido, em resposta: "Sim, encontrámo-nos amanhã de manhã.". E envio. Penso na mensagem de Zane e volto a responder. "Estás muito preocupadinho... Eu vou vergar a Aurora!". Aurora abre a a porta do carro e entra. Guardo o telemóvel no meu bolso. Pelo canto do olho, vejo-a a pôr o cinto. Está calma, agora. Ela olha para mim. _Estás à espera do quê? - Pergunta-me com rispidez. Coloco uma mão sobre a perna dela, enquanto me inclino para o seu lado. Nenhum de nós desvia o olhar. _Que me mostres o caminho. - Digo. Ela coloca a sua mão na minha e puxa-a para o interior das suas pernas. Com a outra mão, vai subindo pelo menu braço e pára na gola da camisa. Puxa-me para si. Respira profundamente ao meu ouvido, fazendo-me arrepiar. _Se voltas a tocar-me, não terei ninguém para proteger. - Sussurra-me ao ouvido calmamente. Tirei o cinto com a minha mão livre, e fazendo o banco dela deslizar para trás, coloquei-me à sua frente. Os meus lábios estavam a centímetros do dela. E a minha mão continuava no interior das suas coxas. _Isso quer dizer que aceitas a minha proposta? - Soei mais ansioso, do que o que devia. _Não. Ainda tenho tempo, certo?! - Apertei-lhe uma coxa. Ela inspirou fundo. _Um dia vais-me pedir que te volte a tocar. _Hoje ainda não é esse dia. O meu telemóvel vibra com uma mensagem. Ela contorce-se com o vibrar. Tiro o telemóvel do bolso. _Hoje... - Digo e volto para o meu lugar. "Leonardo, o que estás a fazer?" - Leio. Outra vez Zane. Respondo. "A ser um bom samaritano e a levá-la a casa". _Muito bem Aurora, o caminho... Ela reposiciona o banco e dá-me instruções para a levar a casa. ----- AURORA Eu fazia tudo o que podia para tirar aquelas imagens da cabeça. Mas o Leonardo, para além de perigoso, era extremamente sexy e atraente. A razão dizia-me para fugir para bem longe. Porém, o meu corpo, queria ser dele. E era a primeira vez que sentia isto. Eu queria seguir a razão, mas o seu toque era quente, elétrico e provocante. Sempre que tinha um pingo de estabilidade, eu afastava-o. Tentava dominá-lo, mas sentia-me sempre dominada no fim. Ele conseguia dar-me sempre a volta. Aquele aperto na minha coxa, fez-me molhar as cuecas. Eu estava encharcada. Só queria chegar a casa e afastar-me dele. "Acho..." O resto do caminho, foi feito em silêncio. Unicamente quebrado para dar indicações. Ao virarmos a esquina, vejo a luz da garagem da casa da Clara a apagar. Só esperava que fosse ela, são e salva. _É aqui. - Digo, apontando para a casa. Ele para o carro, mesmo em frente da casa. Eu estou a sair do carro, quando ele me agarra pelo pulso. Olho para ele. _Sim, eu sei. Não te posso tocar. - Revirou os olhos. - Aurora, tens até amanhã à noite para me dares uma resposta! _Sim, eu sei. - Imito-o, também revirando os olhos. Fecho a porta do carro e bato à porta. Rezei baixinho para que Clara abri-se a porta e não os seus pais. Não sabia se tinham regressado ou não. É ela quem abre a porta. Comportava-se de maneira estranha. Percebeu que tinha um carro atrás de mim. Colocou os braços à volta do meu pescoço e puxou-me para dentro. ----- CLARA Após puxá-la, verifico pelas janelas para ver se o Leonardo tinha ido embora. _Mas que raio, Clara?! _Desculpa, Aurora! Olha eu tenho muita coisa para te contar, mas deixa-me só... _Confirmar se ele já se foi embora? - Olho para ela. _Exato. - Ela olha para mim. - Tens o lábio inchado. _Isso não é o pior. Tens um estojo de primeiros socorros? _Sim. - Vou à cozinha buscar o estojo e, juntas, subimos para o quarto. Aurora começa a tirar a roupa e percebo que tem algumas marcas nos braços. Continuo a olhar para ela. "Como consegue estar tão calma?" Entra na cabine de duche e com cuidado lava o cabelo. Quando vejo a água em tom de vermelho a cair da cabeça dela, percebo que está ferida. _O que te aconteceu? - Pergunto aflita, tentando ver de onde vinha o sangue, já com a porta da cabine aberta. _Nada demais, Clara. Podes preparar-me uma toalha, compressas, soro,...? Tens aqueles curativos de pontos falsos? _Sim, acho que tenho tudo no estojo de primeiros socorros. _Ótimo. Vou precisar da tua ajuda. Não consigo fazê-lo sozinha. Quando saiu do banho, ajudei-a a secar o cabelo. Ela tinha uma ferida aberta na cabeça. Ainda sugeri levá-la ao hospital, mas ela recusou prontamente. Tratamos da ferida, enquanto contávamos uma à outra o que tinha acontecido. Contei-lhe como saí do bar, como fiquei trancada, como Zane me ajudou a voltar para casa, antes que ela chegasse, mas omiti a atração que senti por ele. _O que vais fazer, Aurora? Vais trabalhar para ele? _Eu não sei, Clara. Não quero essa vida para mim, mas duvido que ele cumpra o que disse, e que simplesmente aceite o que eu decidir. _Oh, amiga. - Lamentei. O Leonardo colocou-a numa situação impossível. Uma falsa escolha. _Seja como for. Amanhã, vou apresentar-me na PrimeShares. Depois decido o que fazer. - Disse, sonolenta. Aurora adormeceu e eu preparei-me para tomar um banho. Tirei a roupa e vi o número de Zane no meu braço. "Quase que me esquecia." Volto para o quarto e pego no meu telemóvel. Escrevo uma mensagem para Zane. "Desculpa, só agora consegui mandar mensagem. Ambas estamos em casa.". Entro no banho e o telemóvel toca. Saio, já molhada e atendo. *Chamada telefónica* _Zane? - Pergunto. _Desculpa ligar, mas é mais fácil. _Não há problema. _Como está Aurora? _Agora, dorme. Tem algumas marcas nos braços e uma ferida aberta na cabeça. Tratamos e coloquei-lhe aquelas tiras adesivas, tipo pontos. Penso que ficará bem. _Clara, a ferida na cabeça é minha culpa! - Parece sentir-se culpado. _Como é que é? - Começo a ficar irritada com este tipo. _Calma! Deixa-me explicar. - Eu não digo nada, então ele continua. - O Leonardo fez-me sinal para o fazer. Se eu tivesse recusado, teria colocado Aurora numa posição mais complicada e a mim também. _Ela não sabe que foste tu. - Disse-lhe. _E prefiro que saiba por mim, senão importares-te. _Ok. _Ela contou-te o que aconteceu após me ter ido embora? _Disse-me que o Leonardo lhe fez uma proposta para ser a chefe de segurança da equipa dele. Tem até amanhã à noite para lhe dar uma resposta. _Merda! Isso é mau! Ele sempre consegue o que quer. Começava a ficar com frio. _E tu, Clara? Como estás? _Mais descansada por saber que Aurora está bem. _O Leo? Viu o meu carro? _Não. Estacionei-o dentro da minha garagem, mesmo a tempo. Teria sido mais fácil arrombar o cacifo no bar, se tivesses vindo comigo. _Não tinha tempo. Alguém me interrompeu o banho. - Disse a rir. _Por falar nisso Zane, se não te importas, eu estava no banho... _Claro, não te levo mais tempo. Achas que podes-me trazer o carro daqui a bocado? _Daqui a bocado? Não era só amanhã de manhã que precisavas dele? _Clara, já é amanhã. - Passei a noite toda acordada. _Seria melhor se viesses cá a casa. O meu carro ficou no bar e, assim, íamos, no teu, buscá-lo. Se puder ser... _Combinado. Manda-me a morada por mensagem. Vemo-nos às 8h00. _Ok. - Desligo * Fim de Chamada Telefónica.* Mandei-lhe a mensagem com a morada, antes de me deitar a dormir. Ía dormir umas duas horas, apenas. -----
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD