Ponto de vista dele:
A Manuela é tudo que sempre sonhei, a mulher que todo homem sonha em ter. Além de linda é inteligente, educada e de boa família. O sexo com ela é perfeito, está sempre inovando para apimentar a relação, e o seu gemido me leva a loucura, só de pensar sinto meu p*u enrijecer.
Onde ela passa todos a olham, isso não me deixa enciumado e sim alimenta o meu ego, pois quando chegamos em casa, sou eu que a faço mulher. A Manu é a mulher da minha vida. Desde o dia que a conheci sonhava em tê-la, contudo tinha certeza que seria impossível alcançar o seu coração, para a minha felicidade foi possível.
Estou com planos de pedir sua mão em casamento. Já temos dois anos de namoro, já passou do tempo de tornar nossa relação mais séria, o status de namorados não combina já faz tempo. Conversei com seus pais e eles ficaram muito felizes, combinamos de fazer uma surpresa para ela no domingo, pois a família estará reunida em um almoço para comemorar o casamento da Camila. Marquei um jantar propositalmente no dia anterior para ela dormir aqui e a Mila conseguir preparar tudo sem a Manu perceber.
Momentos depois da briga...
Estou me sentindo um completo i****a, parece que vivi uma farsa. Os últimos anos foram em função da minha namorada, tudo que construí foi pensando no nosso futuro que, a meu ver, seria brilhante.
Quando escolhi sair da casa do meu avô, todos julgaram que eu voltaria com o r**o entre as pernas para comer as migalhas dos Colucci. De fato surpreendi a todos, pois a única coisa que carrego da família de minha mãe é o sobrenome e a ambição, que uso sabiamente. Meus primos sempre dizem que todas as mulheres que se aproximam deles é com interesse na fortuna que um dia herdarão. Já eu não sofro desse m*l, pois tenho ao meu lado uma mulher íntegra e que pensei que me amava.
Pensei ter tirado a sorte grande, contudo me enganei. A Manuela parecia ser feliz, tinha o jeito meio reservado e estava sempre quieta, mas sempre demonstrou gostar de mim e vivíamos bem. Sempre fiz de tudo por ela, mimo com presentes, mando mensagens provocativas durante o dia para esquentar a relação. Como ela pôde ter sido tão baixa, me sinto um lixo de homem, incapaz de satisfazer a minha mulher. Ela tinha a opção de não ter ficado comigo, seria mais plausível. Porque ela continuou essa relação já que não sente prazer comigo?
Hoje meu companheiro é meu copo de whisky. Engana-se quem pensa que beber faz esquecer os problemas. Essa é a maior mentira já contada, quanto mais bebo, mais penso em como será minha vida daqui para frente. A luz dos meus dias entra em meu escritório, a princípio pensei que fosse os efeitos do álcool, mas é ela. Vestida com minha blusa de pijama que parece um vestido em seu corpo. O cheiro do seu shampoo exala pelo ambiente, seu cabelo está molhado e seus olhos vermelhos, pelo jeito também chorou.
— Luís Fernando, acho melhor eu ir para casa. — sua voz baixa e embargada quebra o silêncio.
— Porquê? — pergunto desolado e vejo uma lágrima cair em seus olhos — Tudo que fiz foi te amar! — joguei o copo com o uísque na parede e Manuela se assustou — me fala porque?
— Me desculpa Luigui, não queria, eu juro, mas estava insustentável precisava desabafar de alguma forma.
— Você deveria ter dito desde a primeira transa! — grito e logo me arrependo e diminuo o tom — Manuela você nunca deveria ter fingido prazer.
— É verdade, não quis contar ser virgem por vergonha, e hoje vejo como foi uma idiotice. Pensei que seria natural. Quando transamos no carro eu senti tanta dor que acabei fingindo para você acabar logo. Supus que depois iria ficar melhor, entretanto a cada dia foi piorando e o resto você já sabe.
— Você tem noção do quanto me sinto m*l? Há dois anos que vivo uma mentira! — choro como uma criança — Pensei que enchia a mulher que eu amo de prazer, mas, na verdade, só te machuco.
— Me perdoa...— se aproxima.
— Você não tem que pedir perdão, eu que te fiz sofrer, mesmo que involuntariamente.
— Você não tinha como saber. — ela limpa meu rosto coberto pelas lágrimas.
— Como homem eu deveria perceber, que i****a que sou, nunca te dei prazer.
— Eu sinto prazer Luigui, só tenho medo quando me penetra. — ela tenta se explicar — Isso não é culpa sua.
— Você nunca me amou Manuela… — Chorei como uma criança e ela me abraçou. Provavelmente está com pena, até eu sinto pena de mim.
(...)
Estava bêbado demais para me lembrar como tudo acabou, só sei que acordei no sofá da sala coberto por um edredom e com uma terrível dor de cabeça. Não vejo a Manuela pela sala, mas ouço um barulho na cozinha provavelmente é ela, hoje é a folga da Kátia. Subo para o meu quarto preciso com urgência de um banho, talvez com uma chuveirada recobre um pouco da minha dignidade. O longo e demorado tempo embaixo do chuveiro infelizmente não ajudou em nada, minha cabeça está a ponto de explodir. Tomo coragem e vou para a cozinha, preciso de um café.
— Bom dia. — falo por educação.
— Bom dia! — ela me encara e os olhos verdes que amo parece que perdeu o encanto — Fiz café amargo, acredito que vai precisar para curar essa ressaca.
— Obrigado. — me sirvo e percebo que ela está me olhando, mas a evito. Está muito difícil, olhá-la é como encarar a minha realidade.
— Não queria causar isso tudo, me desculpe Luigui. — ela quebra o silêncio — Gosto muito de você.
— Gosta? — dou uma risada debochando — Talvez se me amasse sentiria prazer.
— Não é bem assim — ela tenta se explicar só que não quero escutar.
— Eu não quero falar sobre isso agora — Levanto-me da mesa.
— Só queria poder voltar no passado e corrigir tudo isso.
— Seria ótimo, mas para nossa infelicidade não existe essa opção. — É bom que fica de aprendizado para a próxima relação, nunca acredite em um orgasmo, mesmo que ele seja muito real.
— Luís Fernando, é melhor conversarmos.
— Já disse que não quero, se você puder ir para a sua casa, agradeço. Quero ficar sozinho. — ponho minha xícara na pia.
— Você pode me levar em casa? — ela segura o meu braço antes de eu sair da cozinha.
— Sim, levo. — Seria melhor chamar um táxi, contudo não consigo dizer não para essa mulher.
Fizemos o caminho em silêncio...
No caminho tive vontade de suplicar por seu amor, se não fosse o meu orgulho, teria feito. Como vou viver sem a Manuela em minha vida? Pelo retrovisor consigo olhá-la sem que perceba. O amor que sinto por essa mulher é tão grande que se possível, dividiria com ela. Vou devagar pela estrada para poder apreciar mais um pouco de sua beleza.
Chegando em seu prédio, senti o meu coração doer, como posso quebrar o elo que nos une? Que elo seu i****a, foi tudo fingimento. Respiro e inspiro para controlar a raiva que começa a crescer dentro de mim. É uma mistura de amor e ódio, enquanto meu ego alimenta meu orgulho dizendo para seguir, minha emoção pede para eu resgatar o tempo perdido e tentar fazer tudo de novo. Ela se despediu e só consegui acenar com minha mão direita, a esquerda aperto o volante com força para manter o autocontrole.
Vejo ela entrar pela portaria, e em seguida olha para o seu lugar agora vago. Percebo que ela deixou o celular no chão do carro, melhor entregar. Pego o aparelho e corro até o elevador, para o meu azar ele acaba de fechar as portas. Subo correndo os três lances de escadas, para encontrá-la antes que entre em casa, não quero ter que olhar a cara dos pais dela agora. Para minha sorte ela está na porta procurando a chave em sua bolsa. Assim que ela tira o chaveiro nota minha presença e me encara sem entender.
— Você esqueceu isso. — nossos olhares se encontram pela primeira vez no dia e entrego o celular.
— Nem percebi, obrigada. — Manuela desvia seu olhar que parece tão perdido quanto o meu — Quer entrar um pouco? Ainda podemos conversar, se você quiser é claro. — ela abre a porta enquanto fala.
Ao abrir a porta Manuela fica pálida, parece até que acaba de ver um fantasma. Minha curiosidade me faz ir verificar o motivo do susto. Nesse momento lembro que antes de toda confusão, combinei com a família dela uma surpresa para pedir sua mão em casamento.
O que estava r**m agora ficou péssimo...