Nunca senti prazer com você

1670 Words
Entre um drink e outro, os homens falam de negócios, enquanto as mulheres falam de futilidades, finjo adorar o assunto. É nítido que elas não me suportam, na verdade, tratam a Márcia como se ela fosse a esposa do Luís Fernando e eu a secretária que só estou ali para caso precisem redigir algum documento. Para a tristeza delas os homens fazem questão de me colocar no assunto, a loira tem conteúdo e sabe conversar sobre coisas mais interessantes que bolsa. — O jantar está servido, senhor! — Kátia avisa. — Então vamos! — Luigui vai à frente e dá o braço para as esposas de seu sócio educadamente. — Estou encantado com a sua inteligência e beleza — Erick me elogia — me procure depois da formatura, será um prazer ter uma profissional como você trabalhando comigo. — Minha namorada não precisa trabalhar, ela usa seu ensino para me ajudar a promover meus eventos. — Luís Fernando menospreza minha profissão. — Engano seu, querido. Suas recepções não são nada em comparação ao que posso fazer. — inflo o peito e o encaro com o nariz em pé. Nos encaminhamos para a sala de jantar em silêncio. A grande mesa quadrada de seis lugares já está posta o correto seria os casais ocuparem cada lugar duplo e o novo cliente se sentar ao lado da Márcia que durante o jantar iria convencê-lo de fechar o contrato. Ao chegar Erick puxa a cadeira para eu sentar e senta ao meu lado, Luigui ocupa o lugar a frente ao lado de sua secretária. O semblante do meu namorado está fechado, pelo jeito percebeu que as atenções dos homens da mesa estão voltadas para mim. Dessa vez sou admirada pelo meu saber, aproveito que o Eric me dá total atenção e começo a falar sobre as estratégias de marketing e como elas são fundamentais para o crescimento de uma empresa. — Luís Fernando, se sua mulher trabalhasse na divulgação do seu escritório, você não teria o menor trabalho em conseguir clientes. — Eric me enalteceu. — Tenho profissionais bem preparados para isso, não se preocupe. — ele franze a testa — O dever da minha mulher é estar ao meu lado e cuidar da casa. — Seria um desperdício. — Erick continua — Manuela, além de linda é muito talentosa. — E quando sai o casamento de vocês — Letícia a esposa de seu sócio mais antigo pergunta em meio ao clima pesado. — Em breve, né amor? — ele continua sem aguardar a minha resposta — A Manu termina a faculdade no final do mês e em seguida sai o casamento. — Com licença, vou ao banheiro. — prefiro sair ao ter que dar uma resposta desagradável a meu namorado. — Também preciso ir ao banheiro, você me mostra o caminho? — Erick me encara e o Luís Fernando fica cada vez mais incomodado. — Luigui acho melhor você o acompanhar. — digo para aliviar a tensão. — Acredito que ele prefere a sua companhia, assim ele já te faz a proposta de trabalho. — o clima é tenso e todos percebem. — Não se dê ao trabalho, Erick — sorrio cordialmente — não pretendo receber ordens de ninguém serei minha própria CEO. Esse novo Luís Fernando me assusta, ele nunca teve esse tipo de atitude machista. Deve ser reação do ciúme, que também é novidade, pois soube sempre lidar com os olhares masculinos. Não me agradou nem um pouco a forma que ele se dirigiu a mim e pretendo ter uma conversa séria com ele. Lembro do homem ao meu lado e mantenho minha postura. — O banheiro é aqui, pode usar que eu vou no do quarto. — Calma, na verdade, quero conversar com você! — estremeci com seu toque em meu ombro. — Podemos conversar depois na presença do meu namorado. — sou rude. — Pode ficar calma, não serei desrespeitoso com você. — ele sorri — Você parece muito com a minha irmã, ela era inteligente e bonita como você, mas desperdiçou ao lado de um homem que a tratava como um objeto. — É uma pena que isso tenha acontecido com sua irmã, porém esse não é o meu caso. Se me permite vou ao banheiro. — Tem certeza que não? — Absoluta — digo rápido para esconder minha incerteza. — A proposta de trabalho ainda está de pé, acredito no seu potencial e não é apenas por sua beleza. — ele entra no banheiro. Acho estranho a forma que ele fala comigo, não estou acostumada com homens que enxergam primeiro minha inteligência. Volto para a mesa e todos me olham como se eu tivesse cometido um crime, em seguida Eric senta ao meu lado sorridente e fecha o contrato. O Luís Fernando me encara com fúria, o que se passa na cabeça desse i****a? Os convidados percebem o clima e se despedem, o novo cliente de meu namorado faz questão de reafirmar que se eu quiser, o emprego é meu, deixando o Luigui ainda mais irado. A casa fica vazia e ajudo a Kátia a retirar a mesa, vejo de longe o Luís Fernando com a garrafa de whisky na mão se servindo. Após um tempo ele passa por mim e pede para eu ir até o quarto e o acompanho. — Agora vou fazer o que eu prometi mais cedo! — ele fecha a porta do quarto e vem em minha direção — Te quero. — Estou um pouco cansada. — digo na tentativa nula de fugir do meu namorado. — Pode ficar tranquila que o esforço será todo meu! — ele beija meu pescoço. — Luigui, quero ir para casa — sou clara — você está com cheiro de álcool. — Marcou encontro com o Erick? — seus olhos ficam vermelhos. — Para de ser ridículo! — o empurro — Se você julga que sou essa categoria de mulher, não vejo motivo para continuar aqui. — Ele estava aos seus pés, até trabalho ofereceu para chamar a sua atenção. — Na verdade, ele reconheceu o meu potencial, coisa que você não fez ao dizer que meu lugar é cuidando da casa. — Potencial? Você é muito ingenua. — ele começa a se despir. — Não estou com paciência para discussão, Luigui. — ponho a mão na cabeça. — Fica comigo, por favor? — ele me abraça — Tenho muito medo de te perder, você me ama? — Porque essa pergunta agora? — disfarço — estou com você, não tem porque duvidar. — Você nunca diz — ele começa a me beijar e retribuo para não precisar inventar um sentimento que não existe — Você é minha, só minha. — ele puxou meu vestido com força que se rasgou deixando meus s***s descobertos já que não estou de sutiã. — Luís Fernando, vai com calma, não precisava estragar minha roupa — meu corpo fica trêmulo. — Depois te compro outro. Ele suga o meu peito enquanto suas mãos deslizam até a minha calcinha que também é rasgada. Ele pressiona meu corpo na parede e sua boca faz o caminho lento até a minha v****a. Não consigo sentir t***o, apenas um incômodo. Por quanto tempo vou sustentar essa farsa? Até que ponto vale a pena? Luigui volta para a minha boca, e me aperta com força, em um ato de fúria mordo a boca dele. Ele sorri e parece gostar. — Minha cachorra, você é uma delícia — meu namorado enrola meu cabelo em sua mão e me arrasta até a cama — já entendi o que você quer. Ele me põe na cama e manda ficar de quatro, como vê que demoro a posicionar-me, puxa o meu quadril e bate em minha b***a. Em seguida se introduz em mim lentamente, aos poucos vai aumentando a velocidade. Contudo, dessa vez estou tão exausta que nem fingir consigo. Não dá para me anular para sempre, um nó se cria em minha garganta e a cada estocado meu ódio vai crescendo. Dessa vez não sinto dor, mas também não sinto t***o, minha mãe já dizia que tudo que começa r**m tende a piorar, hoje dou razão a ela. Será que ela me dará razão quando souber que mais uma vez estarei encalhada? Já imagino a manchete nas redes sociais: "O herdeiro dos Colucci encontra-se disponível, pois Manuela Waldorf prefere herdar o título de encalhada. O nó em minha garganta aumenta, lágrimas escorrem em meu rosto, não dá mais. — Chega! — grito assustando o meu parceiro — Não quero mais, não encosta em mim! — Amor o que houve? — ele arregala os olhos — fiz algo de errado? — Está tudo errado — choro — não aguento mais essa situação! — Não estou te entendendo — ele senta ao meu lado com medo de me encostar — fala amor? — Amor? Você acredita que isso é amor? — me descontrolo — eu era virgem, você me machucou! — Do que você está falando, Manuela? — Eu gemia de dor Luís Fernando! — seco minhas lágrimas sem arrependimentos — em nenhum momento você percebeu, estava feliz porque eu era uma conquista para inflar o seu ego. — Me diz exatamente o que você está querendo dizer, ou vou pensar que está ficando doida. — No carro, a nossa primeira vez — ele franze a testa — foi horrível, nunca senti tanta dor em toda a minha vida. — E, porque você não me avisou? Eu era o seu amigo, não tinha como eu adivinhar. — ele anda pelo quarto — Qual o motivo de você falar isso só agora. — Não consigo mais fingir que estou gostando — abraço meus joelhos e choro — é tudo fingimento. — Estou muito decepcionado com você, após dois anos de relacionamento você me diz ser tudo fingimento — seus olhos criam uma poça de lágrimas prestes a cair — Tenho até medo de perguntar se os seus sentimentos são reais. Luís Fernando sai do quarto e bate a porta com raiva.
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