Entramos no automóvel em silêncio, como um bom cavalheiro que é, abriu a porta do carro para eu entrar.
— Sua mãe parece ser bem legal, nunca a vi de perto. — ele fala e percebo que ela ainda está de pé nos observando.
— Parece, mas não é. — mudo de assunto para não ter que falar da minha mãe — Onde é a tal festa que vamos?
— Na casa dos meus avós. — ele parece estar envergonhado — Não é bem uma festa, e sim um jantar em família.
— Espero que a comida esteja boa, para compensar a saída. — digo para descontrair.
— Você vai gostar. — ele parece tenso — minha família é bacana.
— Mais cedo você disse que seria chato. — o encaro.
— Uma tática para você ficar com pena de mim. — ele sorri.
— Na próxima te deixo sozinho. — brinco.
Em alguns minutos chegamos a um casarão, pelo jeito seus avós têm dinheiro, pois, a casa cabe cinco apartamentos como o meu dentro e olha que é grande. O portão da garagem se abriu automaticamente e o Luigui entrou e estacionou o seu automóvel. Ele enrola para sair do carro e estranho, parece que está querendo me dizer algo. Uma jovem alta e cabelos negros como o do Luís Fernando, abre a porta e nos surpreende.
— Que saudade, mano! — grita com uma voz fina, irritante e se joga em seu colo.
— Você veio? — ele sorri — Minha mãe não me falou que você viria.
— Eu queria fazer surpresa. — ela gruda em seu pescoço e ignora totalmente a minha presença.
— Manu, essa aqui é a minha irmã caçula, Luísa. — ele nos apresenta.
— Minha mãe comentou que você viria acompanhado — a insolente se quer me dirige a palavra — Sai logo desse carro, a casa está cheia.
Espero que o restante da família seja mais educado ou estarei lascada. Saímos do carro e o Luigui tenta mais uma vez falar comigo, mas desta vez é sua mãe que interrompe nos apressando para entrar.
Como se não bastasse estar em um lugar desconhecido, a única pessoa que conheço começa a agir estranho, a começar por sua mão que não larga a minha, como se fôssemos um casal. Todos na casa me admira como se eu fosse a oitava maravilha, pelo menos estão sendo simpáticos.
Uma mulher elegante se apresenta como sua tia e me rouba a contragosto do Luís Fernando que parece não gostar da ideia de que eu vá conhecer o restante da família. Solto a mão do meu amigo e acompanho a irmã de sua mãe, mesmo com a sua recusa. No final das apresentações estou mais tranquila, pois gostei das pessoas que acabo de conhecer com exceção da Luísa que por algum motivo não gostou de mim.
— Sua namorada está entregue, Luigui. — a tia Rosane sorri.
Tento desfazer o m*l-entendido, porém, o Luís Fernando é mais rápido e entrelaça o braço em meu ombro e agradece. Em seguida me afasta das pessoas.
— Tenho que te contar uma coisa, só promete que não irá me matar. — seu rosto fica pálido.
— Porque sua tia pensa que sou sua namorada? — começo a juntar as peças.
— É que venho inventando para a minha família que tenho uma namorada. — ele revira os olhos.
— Qual a necessidade disso, Luís Fernando? — pergunto sem acreditar que um homem bonito como ele precise disso.
— Para eles largarem do meu pé, pois julgam que só penso em trabalho, estudo e isso estava me atormentando.
— Te entendo por um lado, mas precisava dizer que a namorada sou eu? — demonstro minha chateação.
— Juro que não estava pensando nisso quando te fiz o convite, mas depois que avisei para a minha mãe que ia acompanhado ela acreditou que seria da minha namorada e a situação me pareceu favorável. — ele sorri.
— Vou te matar Luigui!
Finjo apertar seu pescoço, porém, o primo do Luís passa por nós, para disfarçar ele abraça a minha cintura e nossos corpos se aproximam de uma maneira inesperada. Sinto um frenesi, confesso que o meu amigo é um homem muito atraente e gostoso. Voltamos a ficar a sós e ele se afasta, mas parece ter sentido a mesma atração.
— Por favor não diga a verdade?!000 — ele implora — Depois invento uma desculpa e digo que terminamos.
— Ok! Só tem uma condição, nada de beijo! — digo olhando para os seus lábios, não seria r**m provar seus beijos, mesmo que de brincadeira.
— Nem um? — ele sorri.
— Só no rosto. — digo e seguimos para a mesa, pois o jantar já seria servido.
Senti-me super à vontade com a sua família, me contaram tudo sobre a vida dele e o admirei ainda mais. Luís Fernando está com vinte e três anos, cursa o último ano de advocacia, é estagiário em uma das melhores empresas do ramo empresarial, o que o proporciona uma excelente remuneração. Enquanto seus primos maternos aproveitam-se do dinheiro do avô fingindo que trabalham em sua empresa para desfrutar do patrimônio do patriarca, Luigui optou por fazer seu próprio nome em outro lugar, inclusive mora sozinho há um ano.
Depois que seu pai faleceu, sua mãe e irmã se mudaram para a mansão dos Colucci, porém, meu amigo não se sentia bem com a ganância de seus tios e primos. Isso o impulsionou a correr atrás de seus objetivos sem a ajuda do avô e pelo visto ele está no caminho certo. O Luís Fernando seria o marido ideal, tirando o fato que não tenho sentimentos por ele.
Durante a noite Luigui não parou de me fazer carinho, talvez para manter o teatro. Contudo, essa troca de carícias me deixou inebriada, muito tempo que não sinto a mão de um homem tocar em mim. Afago-me em seus braços, ele parece gostar, deve estar supondo que sou ótima atriz, porém minha carência é culpada pela excelente encenação. Meus lábios queimam implorando para ser beijado, sinto minha pele esquentar, estou no auge da excitação.
— Está quente aqui dentro, vou ao jardim tomar um ar. — minha voz sai ofegante.
— Te acompanho. — Luigui parece estar sentindo o mesmo que eu, pois fixou seus olhos em meus lábios.
Minha mente não para de trabalhar, meu subconsciente me diz para fugir que é furada deixar a carência e o t***o falar por mim, porém meu corpo ferve e as borboletas constantes em meu estômago querem que eu esqueça a razão e aproveite o momento. O meu amigo se decidiu primeiro, pois ao chegarmos na área externa, entrelaça seu forte braço em minha cintura, encostando nossos corpos sedentos. É inevitável não sentir seu m****o rígido encostando em mim, até penso em desistir, mas o Luigui é mais rápido e entranha seus dedos em meu cabelo desmanchando minha trança e me beija.
A tensão entre nós é grande, desisto de lutar contra meus desejos e me entrego ao momento. Luís Fernando é excitante, seu toque me leva à loucura, a ponto de esquecer-me que estamos no jardim de seu avô. Meu amigo é mais sensato e me convida para ir ao seu apartamento, já perdi minha sensatez no momento em que ele afastou minha calcinha e eu deixei, dessa maneira aceitei o convite.
Ao chegar no carro minha consciência me acusa, como vou para casa de um homem só porque estou com t***o? Sei que é comum as pessoas transarem quando tem vontade, porém, tem um detalhe que ainda não contei para o Luigui, eu sou virgem! É capaz dele rir da minha cara ou achar insano, quem é virgem aos vinte anos? Talvez esse seja o momento de romper esse hímen, mas será correto perder a virgindade assim, com um homem que não tenho sentimentos? São tantas dúvidas em meio a uma única certeza, estou com muita vontade de conhecer esse caminho que nunca trilhei.
Enquanto penso sinto a mão do Luís subir em minha coxa até chegar no ponto que ele estava anteriormente, ele beija o meu pescoço enquanto seus dedos me leva a loucura. Está tão bom que não vejo motivos para atrapalhar o momento com o papo chato da minha virgindade.
Luigui me beija com volúpia, minha mente esquece qualquer tipo de raciocínio, só quero provar desse homem. Ele afasta o banco do carro e me põe em seu colo, o volume do seu pênis me assusta, será que minha v****a aguenta toda essa protuberância?
Meu amigo tira a camisa revelando o seu abdômen trincado, meus olhos nunca viram nada tão perfeito a meu dispor. Não resta outra alternativa a não ser me esbaldar. Sinto o zíper do meu vestido abrir, Luís parece sedento ao abocanhar meu seio enquanto seu dedo volta para o circuito maravilhoso ao afastar a minha calcinha.
— Que delicia, apertadinha, e toda molhada. — ele sussurra em meu ouvido.
Pelo visto, ele não percebeu que sou virgem, e agora falo ou não? Não! Não vou pagar esse mico, está tão bom, deve ser normal. Parece que vou explodir de prazer até ele parar, o encaro tentando entender porque parou na melhor parte. Pelo visto o melhor está por vir, ou não. Luís Fernando rasga o pacote do preservativo com pressa.
— Acho melhor não — minha mente virgem recusa continuar e invento uma desculpa — estamos na garagem e se alguém aparecer?
— Nem pensar, você não sabe o quanto te desejo! — ele me aperta em seu corpo — fica tranquila o vidro é escuro — o homem está sedento — você é tão gostosa, vou te f***r gostoso! — ele sussurra em meu ouvido.
Suei frio ao vê-lo posicionar seu pênis entre minhas pernas, ele me levanta com facilidade. Agora é tarde para afirmar que sou virgem, pois em menos de um segundo sou invadida e dou adeus ao meu hímen e a todo t***o que senti, pois a dor foi imensa.
— Ah! — abafo meu grito em seu pescoço e cravo minhas unhas em seu ombro.
— Geme para mim, gostosa! — seu ego infla, se ele soubesse da metade da dor que me fez sentir.
E foi assim, a cada gemido de dor Luigui me introduziu com mais força, a dor é insuportável. Sinto vontade de pedir socorro, mas a quem? O Luís Fernando não tem culpa, ele não tinha como adivinhar que sou virgem, na verdade, era.
Aguentei cada estocada desejando que aquilo acabasse logo, às vezes cravava minhas unhas em suas costas na tentativa de diminuir minha dor, porém, a cada aperto meu o homem ficava mais e******o. Começou apertando a minha b***a, depois a sugar meu peito e a dar mordidas leves, em seguida veio os tapas. Luis Fernando parece uivar, pelo jeito está curtindo por dois, meu quadril já está ardendo de tantos tapas e apertos. Quando penso que me acostumei com a dor, ele segura minha cintura e se movimenta com força e rapidez.
Sinto vontade de chorar, mas seria ridículo. Prefiro sentir minha dor em silêncio, melhor ele pensar que adorei ao me expor ao ridículo por uma situação que causei. Quando ele terminou meu alívio foi tão grande que sorri, mas por dentro estou destruída.
— Você é tão linda, sonhei tanto com esse momento. — ele põe minha mecha de cabelo para trás da orelha — Vamos para o meu apartamento, quero te tratar como a princesa que você é.
— Por hoje é só, quero te deixar com gosto de quero mais! — finjo um sorriso, é tudo que consigo falar e por fim saio de cima dele.
— Manu, te machuquei? — ele me olha assustado — Você sangrou?
— Que vergonha, minha menstruação desceu. — penso rápido.
— Isso é normal, não precisa ficar envergonhada. — ele se mostra atencioso — Tem um banheiro aqui na garagem, melhor você se limpar.
Vou até o pequeno banheiro e choro ao me limpar, como me coloquei nessa situação, que ódio. Engulo as lágrimas e me limpo com cuidado, pois estou toda ardida.
— Posso passar em uma farmácia se você precisar de absorventes. — ele se oferece.
— Não preciso, só me leva para casa. — escondo minha angústia.
— Ok!
Cheguei em casa e a Mila está na sala, então passei rápido na esperança de não ser vista. Corri para o meu quarto e entrei direto no banheiro para tomar um banho. A água do chuveiro abafou minhas lágrimas.
Sai do banheiro, enrolada na toalha e a Mila estava me aguardando.
— Me conta tudo, e aí rolou? Você gostou? Ele foi carinhoso? — ela pergunta tudo de uma só vez.
— Rolou o que sua maluca? — enfio a cara no guarda-roupas.
— Manuela, a quem você quer enganar? Sei que você é virgem! Só um i****a para não perceber! — ela sorriu e eu chorei.