Três anos depois

1062 Words
Três anos depois Constantemente viajando, Jayson pouco via Cristina, as vezes a máfia lhe roubava muito tempo e era o que estava acontecendo nos últimos anos, mas para ela, as poucas vezes que o viu foram suficientes para lhe fazer o olhar diferente, ele era um homem muito bonito, chamava atenção de qualquer mulher, claro que chamaria atenção de uma adolescente com os hormônios a flor da pele. — onde está Cristina? — perguntou jayson. — foi ao cemitério — respondeu Madeleine. — ok. — por que a pergunta? — preciso que ela resolva um problema em meu celular. — dessa vez vai ficar mais tempo por aqui? — não, logo tenho que viajar novamente, estados unidos dessa vez. Já havia anoitecido quando Cristina chegou da visita ao túmulo de seu pai e se surpreendeu ao ver Jayson ali sentado no sofá, seu coração palpitou e as palavras sumiram de sua boca. — oi — ele disse. — oi. — preciso de sua ajuda com algo. — o que? — ela perguntou sentando ao lado dele no sofá. — meu celular está com problemas, poderia dá uma olhada? — claro. — preciso da uma saída. — certo, vou tentar resolver o mais rápido possível — ela o deu um sorriso mas que não foi retribuído, ele apenas levantou e saiu a deixando sozinha. Depois de uns minutos vasculhando no celular o possível problema na galeria ela encontrou algo, havia muitas fotos de mulheres, vestidas e também sem roupa, mas entre elas algo chamou muito sua atenção, uma foto Jayson, completamente sem roupa. — oh Deus — ela sussurrou reparando no tamanho do instrumento, mas logo voltou a si e tornou a procurar o que estava a causar problemas no celular e encontrou, havia pegado um vírus enquanto navegava por um site pornô “que safado” ela pensou. Passava das nove da noite quando ele chegou, Cristina estava no sofá da sala vendo tv, a luz estava apagada e somente a tv iluminava o ambiente. — boa noite — ele disse. — boa noite, consertei seu celular. — ótimo, o que havia com ele? — vírus, pegou vírus enquanto navegava por um site adulto — ela disse com um sorriso debochado. — não...eu... — não precisa negar, eu vi no histórico e costuma fazer muitas vistas por lá, pensando nisso instalei um antivírus, pode assistir seus filmes adultos a vontade. — desaforada — ele disse irritado. — calma, não é nada demais, eu vou deitar, já está tarde — Cristina saiu o deixando na sala e foi para o quarto de Madeleine, ela bateu na porta em seguida entrou. — o que foi? — podemos conversar? — a essa hora? — é meio urgente. — tá bom — Cristina deitou ao lado de Madeleine, então respirou fundo e começou a contar o que estava sentindo. — acho que estou apaixonada. — quem é o gatinho? — Jayson. — boba, vai dormir e deixar de brincadeira. — não é brincadeira, é sério, faz um tempo que sinto umas coisas estranha perto dele. — que coisas? — sinto meus estômago revirar, fico procurando as palavras pra falar com ele, mesmo que seja quase nada, meu coração acelera quando vejo ele. — desde quando está sentindo isso? — desde o ano passado. — hoje...eu vi uma foto no celular dele, ele estava completamente sem roupa e aquela imagem não sai da minha cabeça de jeito nenhum, fico até...excitada quando lembro. — isso é culpa dos hormônios a flor da pele, todo adolescente é assim. — então o que faço? — nada, Cris, você só tem dezesseis anos, o Jayson é muito velho pra você e outra já já isso passa e você vai estar querendo algum gatinho da sua escola. — é...pode ser que sim. — agora apaga esse fogo e vai dormir. — tá. No dia seguinte Madeleine estava na cozinha quando Jayson apareceu. — pela cara está de mau humor. — sim. — quem tirou a pouca paciência que você tem? — Cristina, ontem pedi para que ela consertasse meu celular e ela disse que estava navegando por sites adultos. — e não tava? — disse Madeleine rindo. — eu tava, mas não é da conta dela, quando ela passou de garota que quase não fala a garota abusada e intrometida. — não exagera, ela só cresceu, é uma adolescente. — aborecente quis dizer, onde está ela? — no quarto — Jayson foi até o quarto de Cristina bateu na porta e logo ela mandou entrar. — achei que fosse a Madeleine — disse ela. — não gostei nada do que disse ontem. — sobre o site pornô — ele franziu a a testa e logo disse. — apenas pedi para que concertasse meu celular, não pedi para bisbilhotar nada. — não bisbilhotei, quer dizer, não por curiosidade, eu precisa ver todo seu histórico e foi por ele que descobri onde havia pegado vírus, fiz apenas para poder solucionar o problema. — e quanto a seu comentário desnecessário? — foi só um comentário, não achei que fosse levar a sério, desculpe. — ok, que site é esse que está acessando? — ele questionou. — deep web. — não devia estar acessando isso, não é coisa pra uma garota da sua idade, aí se encontra todo tipo de coisa r**m. — sim, mas também tem partes boas. — não creio. — pensamento de pessoa desinformada, olha, a deep web é dívida em partes, a links para para acessar cada conteúdo, ele não é simplesmente jogado na sua tela, assim como pode se encontrar muitas coisas ruins se encontra coisas de bom proveito que não se encontra em navegadores comuns, esse site por exemplo ensina desde o mais básico como travar w******p, criar travas, vírus e coisas mais avançadas como rackear aparelhos e roubar informações, depoimentos reais, e pessoas dispostas a passar seus conhecimentos e um ponto bem positivo é que se pode ficar totalmente anônimo. — e você sabe fazer essas coisas? — sim, mas pretendo melhorar, não se preocupe, não estou acessando nenhum conteúdo inadequado para minha idade. — assim espero, e esse computador você montou sozinha? — sim, bom, você que pagou por tudo aqui. — sim, mas o mérito é seu, muito bonito e diferente — disse ele que logo saiu do quarto a deixando com um sorriso bobo nos lábios.
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