Monique Narrando Vi o golpe atingir. Seus olhos faiscaram de algo perigoso. Virei e me afastei, me perdendo na multidão, misturando-me com a galera. Mas mesmo de costas, mesmo dançando com minhas amigas, eu sentia. O olhar dele era como um laser nas minhas costas, queimando o tecido do vestido. Dançamos, rimos, fomos ao bar, compramos drinks. As quatro estavam soltas, rindo, quicando no ritmo do funk. Eu tentava me soltar, mas estava consciente de cada movimento, procurando por ele no mar de gente. Até que, de repente, não precisei mais procurar. Uma mão grande e quente envolveu meu pescoço por trás, não com violência, mas com uma autoridade absoluta. Em um movimento fluido, ele me girou e me encostou contra a parede de tijolos atrás do bar, longe do fluxo principal. O mundo barulhento

