Ana Narrando Meu corpo ainda tremia, por dentro e por fora. A sensação dos dedos dele, primeiro na minha mão, depois na minha intimïdade, depois na minha boca… era uma série de relâmpagos que tinham queimado todas as minhas defesas. O orgasmo tinha sido uma coisa bruta, real, que me arrancara de mim mesma e me deixara flutuando, mole, dependente dos braços dele para não cair no chão da cozinha que eu mesma tinha limpado horas antes. E agora, ele limpava a p***a da minha mão com um pano de prato, com uma concentração que era quase ternura. Era um contraste que me deixava tonta. O homem que dava ordens, o patrão distante, agora era aquele que me olhava com olhos escuros de posse e algo mais… algo que eu não ousava nomear. — Então — ele disse, a voz dele mais grave do que o normal, mas es

