Elizabeth Narrando Dezenove anos? E deveria sentir-me uma princesa. Herdeira única de Rômulo Bianchi, o homem cujo nome sussurrado com medo em Nápoles ainda ecoa nos corredores de nossa mansão em São Paulo. Meu sangue é italiano puro, trazido na mala junto com os segredos e os negócios da família. Traços finos, pele tão clara que as veias azuis dançam nos pulsos, cabelo cor de mel que não é liso nem cacheado, apenas ondas rebeldes que se recusam a ser domadas. A beleza, dizem, herdada da minha avó. A inteligência, uma dádiva ou uma maldição, dependendo do dia. Fui criada para ser um adorno. Um troféu de carne e osso, polido em colégios caros, treinada em etiqueta, história da arte, francês e o som suave de uma pistola sendo engatilhada. A esposa perfeita. A primeira-dama da máfia. Só qu

