6-PARCEIRA

1257 Words
MAXIMILIAN Alana estava se saindo muito bem, o café trouxe-me boas recordações, claro que irei querer novamente. O que me deixou incomodado foi o tal Vicente, que viria apenas com um telefonema dela, como assim, com certeza é um namorado. Também o que mais eu ia querer, uma mulher linda, com certeza está comprometida. Tentei focar no trabalho, se o tal Vicente fizesse o trabalho, estaria satisfeito. Pontualmente as onze horas, Alana bate na porta, apresentando um casal de idosos, Vicente e Laura, muitos simpáticos, senti até um alívio em saber que Vicente já era velho e casado, mas descrente que ele iria resolver o meu problema. Ele orientou Alana como deveria tirar o dispositivo debaixo da minha mesa, foi instinto, no momento que ela arrebitou aquela bund@, o meu olhar foi puxado, até esqueci que não estava sozinho, foi quando recebi um tapa no meu ombro, com uma advertência. — Tira o olho, seu safado, ela é moça descente. -Laura repreendeu-me, como se eu fosse um moleque, quase ri. — Que isso mulher, eles são jovens, ele não está fazendo nada de m@l, apenas apreciando o que é belo. -Vicente me defendeu falando baixinho para a esposa, depois virou para mim, como se contasse um segredo. — Bem que eu acho, que para passar a mão ali, apenas com um anel no dedo, se é que você me entende. Preferi não falar nada, mas entendi o que o casal quis dizer, Alana, não era dessas secretárias que pulam no colo do chefe. Ela conseguiu tirar o equipamento, e Vicente e Laura começaram a mexer no equipamento e no meu computador. — Crianças, para disfarçar realmente trouxemos uma refeição para vocês, não sei se vai estar do gosto do CEO, mas sei que a minha Alana gosta da minha comida. — Muito obrigado senhora Laura, Alana vamos deixá-los a vontade, e fazer a nossa refeição na cozinha. Alana pareceu surpresa, claro um CEO que vai até a cozinha. Quando chegamos na cozinha e Alana abriu a comida, a minha boca salivou, dona Laura caprichou, era uma comida simples, mas completa, feijão, arroz soltinho, carne com batata, uma salada de legumes e verduras, ovo frito, e ainda um potinho de doce de leite. — Quando falar para minha avó o que foi meu almoço hoje, ela vai ficar com uma inveja danada. -Felei de forma natural. — Você, gosta desse tipo de refeição? Ela parecia surpresa. — Olha na infância os meus avôs levavam-me sempre para a fazenda, a Rosa cozinheira de lá fazia esses pratos, e eu amava, sim, vou em restaurante com grandes chefes, mas não abro mão de uma comida caseira. — Bom saber, na verdade, eles não precisavam trazer nada, mas a dona Laura é um amor, ontem não consegui organizar minha comida da semana, deixo tudo quase pronto, de manhã faço e trago, mas ela sabe que ontem não consegui fazer. — Você não sai para almoçar fora, como a maioria aqui, usando o vale refeição nós restaurantes aqui perto. — Não, gosto de preparar a minha própria comida, uso o cartão no mercadinho perto de casa. — Por que não fez a sua comida ontem? — Uma vizinha dona Paula, passou m*l quando voltávamos da Missa, chamamos o socorro, mas alguém precisava ir junto, ela mora sozinha, como quase todos da nossa vila, então acompanhei ela, a filha que mora em outra cidade chegou já era mais de oito da noite. — Por que nem outro vizinho se colocou para ajudar, tudo bem Vicente e Laura não, pois já são de idade. Ela riu da minha pergunta. — Tirando eu, Vicente e Laura são os mais jovens na vila onde moro. Quando ia perguntar mais, Vicente veio nos chamar, nem deu tempo de comer o meu doce, levei comigo, vou perder ele por nada. — Vicente explicou-me tudo sobre o dispositivo, e informou que quem ligou ele sabe que já foi delegado por isso não virá aqui buscar as informações, disse que poderia tentar rastrear até o comprador, mas me orientou a instalar cameras com sensor de movimento, conectado no meu celular e de Alana. Ele disse que faria esse trabalho, mas teria que ser amanhã. — Dona Laura, já que vai voltar amanhã no horário do almoço que tal, trazer o almoço mais uma vez. — Bom saber que é uma pessoa humilde rapaz, pode deixar, vou caprichar. Eles foram-se, deixando Alana e eu com muito trabalho ainda. Proximo das quatro da tarde, recebi um telefonema do meu avô Valter. -Boa tarde vovô! -Boa tarde Max. Você já respondeu o email dos italianos? -Qual email? Não recebi ainda. — Sim recebeu, semana passada, eles receberam o email confirmando. — Tudo bem vovô, vou verificar, obrigado por informar. Procurei o tal email, não encontrei, então chamei Alana. -Alana, fui informado que um grande cliente enviou um email semana passada, mas não consigo achar. — Só um minuto. Ela foi até sua mesa e voltou com o notebook. — Com certeza foi enviado para o email da empresa, vinculado ao seu nome. Ela digitava rápido, concentrada, linda. O que está acontecendo com você Max, ela é sua secretária, sem falar que linda assim nunca que olharia um inválido. — Achei, o arquivo foi deleitado, horas após ser recebido, mas vou conseguir recuperá-lo, só um minuto, pronto, pode abrir. — Muito obrigado. — Falei já abrindo o meu email. — Não pode ser, está em italiano, eu até consigo conversar e entender, mas ler. — Fique tranquilo, basta chamar um tradutor técnico. Ele vai fazer a tradução dentro da linguagem empresarial. — Nesse horário, não temos tempo, preciso responder em menos de três horas. — Confia em mim? — Não sei o porquê, mas acredito que posso confiar de olhos fechados em você. — Quando falei, percebi que havia dito demais, mas foi delicioso ver que ela corou. — Tudo bem, sei italiano, posso traduzir, para ser mais rápido posso ir lendo e você já fazendo os ajustes necessários, anotações, iremos conseguir. — Então puxa uma cadeira aqui do lado, você fica no meu computador e eu no seu notebook. Realmente estava dando certo, enquanto ela ia lendo a mensagem, eu já fui elaborando a proposta. Trabalhamos com uma das mais renomeadas industrias de eletrodomesticos, os italianos querem ser parceiros, assim iremos levar a nossa marca para a Europa. Estavamos por mais de duas horas ali, quando o meu celular particular tocou, apenas os meus avôs paternos e Lincon tem esse número, mas pretendo passar para Alana também, pedi um minuto e atendi, ali do lado dela mesmo, que fez que iria sair, e eu disse que não. — Boa noite vovô! — Boa noite Max, você viu que horas são? — Na verdade, não, estou com problemas aqui na empresa. — A sua avó está preocupada, pois sabemos que quando Lincon está aí você alimenta-se direito. — Não se preocupe, almocei muito bem hoje, uns amigos da minha nova secretária vieram trazer o almoço dela e também trouxeram para mim, com direito a doce de leite de sobremesa. — São vinte horas, já passou do horário do jantar, o trabalho ainda vai demorar. — Vovô acho que sim, e não posso deixar para amanhã. — Tudo bem, te amamos o meu neto. Alana sorria para mim. — E sempre bom ter alguém que se preocupe com o nosso bem-estar, agradeça por isso. -Sim, concordo. Continuamos o nosso trabalho, e uma hora depois, recebo o pedido de liberação para entrar no andar da presidência.
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