Ele franziu a testa. A marra forçada começou a derreter, dando espaço para a primeira faísca de desespero real e cru brilhando nos olhos destruídos dele. — O que você quer fazer, seu psicopata? Levantei a mão direita. Sem olhar para trás. — Traz o pacote, Dante. O show vai começar. A porta de metal pesada no fundo do galpão rangeu alto, um som estridente de ferrugem. Dois dos meus soldados mais brutais entraram arrastando uma garota pelos braços. Ela não conseguia nem ficar de pé. Devia ter no máximo dezenove anos. O cabelo loiro, que sempre vivia impecável em salões de luxo, estava bagunçado, sujo de poeira e suor. O rímel escorria pelo rosto manchado de tanto chorar, e ela usava um pijama de seda caríssimo, os pés descalços e sujos. Os meus homens não deram nem tempo para ela trocar

