Joguei o celular no banco de couro do lado, fechei os olhos por um instante, respirando fundo o cheiro forte de charuto e pólvora que continuava preso no tecido grosso da minha roupa. Enquanto isso, o comboio comia o asfalto, rasgando a noite em direção ao coração n***o do meu império criminal. Dez minutos depois, o som de pneu cantando ecoou. Os carros frearam bruscamente, alinhados com precisão cirúrgica, diante dos portões de aço maciço e eletrificado da sede central da Cosa Nostra, uma fortaleza cinzenta, monumental e brutalista encravada estrategicamente no meio de um complexo industrial abandonado nos arredores obscuros da cidade. Os guardas armados da entrada, com toucas ninja e fuzis na mão, abriram a passagem num piscar de olhos e bateram no peito em sinal de respeito ao reconhec

