NARRADO POR NICOLAS A insolência daquela frase foi a faísca maldita que faltava para estourar de vez o último resquício de sanidade que ainda habitava o meu cérebro de psicopata. O som do tecido de alfaiataria grossa rasgando ecoou com violência por toda a extensão da suíte presidencial, mas, desta vez, a minha mão esquerda não hesitou e nem parou nos primeiros botões. Cego por uma fúria primitiva, por um ódio que misturava desejo doentio e a necessidade animalesca de dobrar aquela desgraçada, eu desci a mão com toda a brutalidade do meu corpo, da gola até a barra numa linha reta de puro ódio. A camisa preta se partiu ao meio com um estalo seco e barulhento, e eu puxei os retalhos com uma força ignorante, arrancando a p***a da peça de cima do corpo dela de uma só vez e jogando os farrapo

