—E se eu não quiser? — a voz dela rasgou o silêncio da suíte, firme, afiada, desafiando a própria morte sem piscar. — Vai fazer o quê, Nicolas? Me obrigar na marra? O meu sangue, que já estava fervendo em graus absurdos, entrou em combustão pura e descontrolada. A marra dessa desgraçada era um bagulho de outro mundo, e em vez de me acalmar, essa atitude suicida só jogava um galão inteiro de gasolina na fogueira da minha psicopatia. O sorriso cínico e doentio que repuxou a minha boca foi totalmente involuntário, o puro suco da minha essência de predador sentindo o cheiro do confronto mortal. A minha mão direita, que estava laçando a cintura fina e nua dela, desceu num bote violento, sem aviso prévio e sem cerimônia. Agarrei a b***a daquela marrenta com uma pegada sinistra de aço, cravando

