Os olhos de Mauro se arregalaram ao ponto de quase saltarem das órbitas. Ele deu um passo atropelado para a frente, levantando as duas mãos espalmadas, implorando silenciosamente para que eu abaixasse o tom de voz. — Pelo amor de Deus, Marina.Fica quieta! — ele sibilou, aterrorizado, apontando o dedo trêmulo para a porta fechada da despensa. — Eles têm capangas armados em todos os corredores! Se um daqueles monstros ouvir você chamando o material deles de uniforme de p**a, nós dois vamos amanhecer mortos com uma bala na cabeça antes mesmo de o primeiro convidado rico cruzar a porta da rua! Eu não recuei um único centímetro. A minha respiração estava ofegante de indignação pura. — Eu não dou a mínima para os capangas que estão lá fora esperando uma desculpa para atirar. Olha para essa me

