Mauro engoliu em seco. O pânico absoluto estava estampado na testa brilhante de suor, e as mãos dele tremiam de forma patética enquanto ele segurava a borda da caixa preta de papelão. Era como se a minha promessa de violência tivesse se materializado em sangue na frente dos olhos dele. — Pelo amor de Deus, Marina — ele suplicou, a voz falhando, num tom esganiçado e quase inaudível. — Só me faz um único favor. Tenta não matar, mutilar ou espancar nenhum convidado até o final da noite. A minha saúde cardíaca já tá fodida e eu não tenho estrutura pra desovar um cadáver de bilionário no meio do salão. Dei um sorriso amargo, sem um mísero traço de humor, a mão calejada apertando a maçaneta de metal frio. — Não te prometo absolutamente nada, Mauro. O meu limite de paciência já foi vendido mui

