A p***a do comboio de SUVs blindados rasgou o asfalto encharcado da base aérea clandestina a mais de duzentos por hora, cantando pneu e cortando a neblina densa da madrugada paulista como um bando de fantasmas forjados em chumbo e ódio. No centro da pista particular, iluminada por refletores industriais potentes que rasgavam o escuro, o jato executivo Gulfstream G650 da família D'Angelo já tava com as turbinas roncando alto, cuspindo fogo e soprando a água do asfalto, pronto pro bote final. O meu motorista cravou o pé no freio com violência, parando o pneu do blindado a milímetros da escada de embarque, bem debaixo da asa n***a da aeronave. Antes que qualquer capanga pudesse piscar ou abrir a porta pra mim, eu meti o pé na porta do SUV e pisei na pista. O vento gelado, cortante e úmido d

