A mina arregalou os olhos por trás da renda, abaixou a cabeça quase quebrando o pescoço de tanto pavor e recuou tropeçando no próprio salto. As duas saíram vazadas pela porta de serviço como se tivessem visto o próprio Satanás cobrando a alma. E tinham visto. Os velhotes não ficaram moscando. Don Falcone, o cabeça da Cosa Nostra, arrancou a máscara de penas e jogou de qualquer jeito na mesa de centro. A cara do italiano era um mapa de facada, ruga e pura psicopatia das antigas. O velho puxou um charuto cubano grosso, decepou a ponta com um cortador de prata e cuspiu o farelo no tapete persa, metendo marra no meu território. Do outro lado, Viktor, o gigante siberiano que controlava o tráfico humano e a p***a toda no leste europeu, também arrancou a máscara, mostrando aquele olho de vidro

