O SURTO E A COBRANÇA AO DANTE O salão monumental inteiro caiu num vácuo de silêncio absoluto, mortal e ensurdecedor. Parecia que o tempo tinha congelado na marra. Ninguém, nem o capanga mais irrelevante da última fileira, ousava respirar, tossir ou piscar. As taças de champanhe francês caríssimo pararam na metade do caminho até a boca aberta das peruas fúteis do conselho. Os velhos chefões das famílias aliadas arregalaram os olhos até quase saltarem das órbitas, os maxilares caindo boquiabertos no chão, encarando a afronta monumental, a profanação absurda que tava acontecendo de forma descarada bem debaixo do nariz intocável deles. Enquanto a multidão de mafiosos engomados travava em choque absoluto, o meu sangue ferveu a ponto de virar lava pura correndo em alta pressão pelas minhas vei

