NARRADO POR NICOLAS D'ANGELO E eu tava marchando pra lá, quebrando os cacos de vidro temperado e cristal espalhados pelo carpete felpudo a cada passada pesada, quando a sombra colossal do Dante cruzou o meu radar tático, pisando sem a menor cerimônia por cima de dois presuntos fardados do cartel que tavam estirados, vazando sangue grosso perto da adega destruída. O meu braço direito tava com a fisionomia completamente neutra, a cara de pedra de quem tá acostumado a varrer o inferno. A Glock 9mm ainda tava fumegando na mão abaixada dele, o cano quente exalando o cheiro inconfundível de morte. Ele parou bem na minha frente, bloqueando o corredor, ignorando solenemente o cadáver destripado do tenente mexicano que gotejava aos meus pés. — A fita tá dada, Capo. Geral virou presunto — Dante m

