Um silêncio sepulcral, inacreditável, de três segundos cravados, engoliu o QG. Ninguém conseguia acreditar no que tava vendo. E então, o caos estourou de vez. Murmúrios chocados, risadas abafadas e perversas de alguns rivais da família dela, e um escândalo generalizado tomaram conta do espaço. A Marina soltou uma risada debochada, alta e cristalina. Ela olhou com puro nojo para a cabeleira falsa na mão e jogou a peruca no chão, de qualquer jeito, caindo bem aos pés da garota humilhada. — Sangue puro, mas o cabelo é falso e a dignidade é de plástico, né, sua desgraçada? — a Marina ironizou, a voz pingando crueldade, o olhar fuzilando a rival destruída que soluçava no chão. Foi nesse exato milésimo de segundo que o meu cérebro deu um pane no sistema. Enquanto a facção inteira entrava em

