Capitulo 112

1216 Words

O cano n***o da minha Beretta M9, ainda quente pela tensão sinistra do momento, continuava travado milimetricamente na altura dos olhos do Don Falcone. O velho, um dos capos mais sanguinários da velha guarda, tava com a mão congelada no ar a um palmo do próprio revólver, o suor frio e grosso escorrendo pela testa enrugada. O salão monumental da Cosa Nostra, lotado com a nata podre da criminalidade europeia, mergulhou num silêncio de necrotério. Ninguém respirava. Ninguém piscava. O ar tava denso, pesado, empesteado com a promessa de um banho de sangue iminente. Falcone trincou os dentes amarelados, a veia do pescoço pulsando de puro ódio e humilhação por ver a filha patricinha, careca e destroçada no chão, chorando histericamente em cima da própria peruca falsa. — Tu não pode permitir um

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