O meu sangue, que já tava fervendo de pura excitação predatória por causa dela, evaporou na hora e virou uma tempestade de lava do mais puro e incontrolável ódio psicopata. O monstro absolutista tomou a frente da minha alma. Eu não recuei pra me proteger. Eu não levei a mão pro meu ferimento. Eu avancei igual a um trator de demolição desgovernado. Com uma fúria cega, joguei toda a minha estrutura física brutal, o meu corpo massivo e largo pra cima do tapete, atravessando a linha exata de tiro, blindando o corpo frágil da Vipera com o meu. Fiquei igual a uma muralha de chumbo na frente do laser vermelho, entre a garota e os meus próprios homens. — ABAIXA A p***a DESSE CANO AGORA ANTES QUE EU ENFIE ESSE FUZIL NA TUA GUELA ATÉ RASGAR A TUA ALMA! — O ódio radioativo e absoluto na minha voz

