NARRADO POR NICOLAS D'ANGELO Eu vi o exato momento em que o cérebro dela deu curto-circuito. A marrenta me escaneou de cima a baixo, o ódio selvagem da rua brigando de frente com o instinto de presa acoada. A respiração dela tava ofegante, rasgada, o peito subindo e descendo rápido pra c*****o por baixo daquele trapo arruinado de garçonete. A gata selvagem tava encurralada na minha jaula, no centro do meu sanctarium, e o pavor puro tava escancarado naquelas íris escuras e fundas. Dei mais um gole no meu bourbon, sentindo o álcool puro descer queimando a garganta, e abri um sorriso cínico, desenhado na mais pura e diabólica psicopatia. Ver o ódio misturado com o desespero no rosto daquela mulher injetava uma dose cavalar de adrenalina no meu sangue. Um bagulho visceral. — Então a bela

