NARRADO POR NICOLAS D'ANGELO A minha mente de psicopata já tava rodando a milhão, arquitetando cada milímetro e cada gota do m******e tático que ia banhar aquele restaurante de sangue num piscar de olhos, quando o ponto cego do corredor escuro cuspiu uma sombra na minha direção. O bagulho foi tão visceral e rápido que o meu instinto de combate, treinado pra matar desde que eu era moleque, não teve nem a p***a de um milésimo de segundo pra recalcular a rota. A colisão foi um choque frontal de carreta sem freio. A porrada bateu de frente no meu peito, seco e maciço, feito um bloco de concreto armado caindo de um guindaste. O baque estilhaçou a física da parada toda. A bandeja de prata pesada que a garota carregava virou no ar, perdendo a gravidade. O tempo ao meu redor pareceu desacelerar

