Selena O homem estava amarrado à cadeira de metal. Não gritava. Não implorava. Só respirava rápido demais. Dimitri Karras. Braço direito de Ariston por anos. Agora… sozinho. A sala era simples. Concreto cru. Uma lâmpada pendendo do teto. Cheiro de ferrugem e medo. Gustavo estava encostado na parede, braços cruzados, silêncio calculado. Ele sempre começava assim. Observando. Eu me aproximei da mesa devagar. Dimitri levantou o rosto quando ouviu meus passos. Primeiro me analisou. Depois olhou para Gustavo. — Você deveria estar morto — ele disse. Gustavo não respondeu. Eu puxei a cadeira em frente a Dimitri e me sentei de forma calma demais para alguém numa sala como aquela. — E você deveria ser mais inteligente — falei. Ele voltou o olhar para mim. — Quem é você? Inclin

