Gustavo O corredor estava completamente escuro. Não era apenas falta de luz. Era um tipo de escuridão densa, quase física — o tipo que engole profundidade, distância e direção. O prédio que eu mesmo projetei agora parecia um território desconhecido. Eu conhecia cada metro daquele lugar. Mesmo assim… algo havia mudado. Levantei a arma e ativei a lanterna tática. Um facho branco cortou o preto absoluto e revelou partículas de poeira suspensas no ar. — Fumaça — Viktor sussurrou atrás de nós. Não vinha de incêndio. Era deliberado. Selena aproximou-se do chão e tocou o piso com a ponta dos dedos. Depois levou a mão ao nariz. — Fosfato… — murmurou. — Estão tentando confundir sensores térmicos. Meu olhar foi para ela. — Você já viu isso antes. Ela hesitou apenas um segundo. — Não e

