Narrado por Sofia O hospital parecia ainda maior naquela manhã. As paredes brancas, o cheiro forte de desinfetante, o murmúrio abafado de passos e conversas... Tudo me lembrava que, apesar de toda felicidade recente, a realidade ainda era dura. Muito dura. Segurei a mão da Samara com força enquanto esperávamos na sala de recepção. Ela, como sempre, era um pilar de calma ao meu lado, balançando a perna de leve, disfarçando a ansiedade que eu sabia que ela sentia também. — Quer que eu brigue com alguém? — ela perguntou, baixinho, me arrancando um sorriso fraco. — Não, por enquanto só sua presença já basta. O médico nos chamou logo em seguida. Dr. Roberto era experiente, tinha uns cinquenta anos, cabelos grisalhos nas têmporas e um olhar firme, mas gentil. Entramos na sala. Sentei na c

