Narrado por Sofia
Entrei no hotel sem olhar para os lados, sentindo o coração bater forte no peito. O ambiente era sofisticado, luxuoso demais para alguém como eu, mas Marco caminhava com tanta naturalidade que era como se aquele fosse o seu segundo lar.
Os funcionários o cumprimentaram com respeito, e ele simplesmente assentiu, sem se importar. Eu, por outro lado, sentia olhares sobre mim. Talvez fosse coisa da minha cabeça, mas parecia que sabiam que eu não pertencia àquele lugar.
Marco se virou para mim no elevador, um meio sorriso nos lábios.
— Ainda pode desistir, sabia?
Minha garganta estava seca. Eu deveria?
Eu não era esse tipo de mulher. Nunca fui. Mas, por algum motivo, estar com ele me fazia querer esquecer todas as regras que eu mesma impus para minha vida.
Respirei fundo.
— Se eu quisesse desistir, já teria feito isso.
O sorriso dele se alargou um pouco, mas ele não disse nada.
As portas do elevador se abriram, revelando um corredor silencioso e elegante. Marco caminhou até a porta de uma suíte e passou o cartão magnético. Assim que entramos, meus olhos se arregalaram.
A suíte era imensa, com uma vista panorâmica da cidade. As luzes dos prédios brilhavam lá fora, mas foi a imensa cama no centro do quarto que fez minha respiração falhar.
— Bonito, não é? — A voz de Marco veio de perto, e eu percebi que ele me observava.
— Sim… — murmurei, tentando desviar a atenção da cama.
Ele tirou o paletó e jogou em uma poltrona. Depois, desabotoou os primeiros botões da camisa, revelando parte do peito definido.
Eu engoli em seco.
— Você está nervosa.
— Claro que não.
Marco riu baixo, descrente.
Ele se aproximou, e minha pele se arrepiou antes mesmo dele me tocar.
— Você pode ir embora agora, Sofia. Não precisa ficar se não quiser.
Eu levantei o olhar para ele, e naquele momento soube que não queria ir embora.
Não queria ser a Sofia que sempre colocava os outros em primeiro lugar. Que vivia apenas para trabalhar, pagar contas e cuidar da filha.
Por uma noite… queria ser apenas uma mulher.
A mulher que Marco olhava como se fosse a única pessoa no mundo.
Então, fiz o que não pensei que faria.
Toquei seu rosto, sentindo a pele quente sob meus dedos.
— Eu não quero ir embora.
E, dessa vez, eu tinha certeza disso.
Marco segurou minha cintura e me puxou para perto, e, no instante seguinte, seus lábios estavam sobre os meus.
O ar entre nós estava carregado de tensão. Eu sabia o que estava prestes a acontecer e, pela primeira vez em muito tempo, não queria fugir.
Marco tinha algo nele que me fazia esquecer todas as barreiras que eu sempre ergui. Talvez fosse a maneira como me olhava, como se eu fosse a única mulher no mundo. Ou talvez fosse a forma como sua presença exalava poder e controle, e, ao mesmo tempo, prometia prazer e segurança.
Quando seus lábios tocaram os meus, tudo dentro de mim se incendiou.
Ele não tinha pressa. Beijava-me devagar, como se estivesse saboreando cada instante, cada suspiro que escapava da minha boca. Suas mãos firmes deslizaram pela lateral do meu corpo, segurando-me com um toque firme, porém cuidadoso.
Eu suspirei contra sua boca quando senti seus dedos deslizarem para dentro do meu vestido, traçando um caminho suave pela minha pele. Meu corpo se arrepiou sob seu toque, e um arrepio quente percorreu minha espinha.
— Você é linda, Sofia. — Marco murmurou contra os meus lábios.
Minha respiração falhou quando senti seus dedos puxarem o zíper do meu vestido. Ele o deslizou lentamente por meus ombros, deixando-o cair no chão em um movimento suave. Meu corpo ficou exposto para ele, apenas a fina renda da minha lingerie me cobrindo.
Marco se afastou um pouco para me observar, e o desejo em seus olhos fez minhas pernas tremerem.
— Perfeita.
O elogio saiu em um tom rouco, quase como um sussurro, mas o impacto que teve sobre mim foi imediato.
Suas mãos deslizaram pela minha cintura, subindo até meus s***s. Ele passou os polegares sobre o tecido fino do sutiã, fazendo-me arfar. Meus m*****s endureceram sob seu toque, e Marco sorriu de lado antes de se inclinar e capturar meu lábio inferior entre os dentes.
— Eu quero sentir cada parte sua. — Ele sussurrou.
Um arrepio percorreu meu corpo inteiro.
Sem pressa, Marco deslizou as alças do meu sutiã por meus ombros, soltando-o delicadamente. Meu corpo se contraiu com a sensação do ar frio contra minha pele, mas o calor de seu olhar compensava qualquer coisa.
Ele me deitou sobre a cama com cuidado, seus olhos nunca deixando os meus. Então, inclinou-se sobre mim e beijou-me novamente, mais intenso desta vez, como se estivesse gravando aquele momento em sua memória.
Sua boca seguiu um caminho lento pelo meu pescoço, descendo até meus s***s nus. Ele os tocou com reverência antes de capturar um dos m*****s com os lábios, sugando suavemente.
Eu arfei, arqueando o corpo contra ele, enquanto a sensação de prazer se espalhava pelo meu ventre. Marco alternava entre beijos suaves e sucções mais intensas, cada toque enviando ondas de calor pelo meu corpo.
Minhas mãos agarraram seus ombros, os dedos cravando-se no tecido de sua camisa. Eu precisava senti-lo mais, muito mais.
Marco sorriu contra minha pele antes de descer ainda mais, beijando cada centímetro do meu abdômen. Seus lábios traçavam um caminho perigoso até o cós da minha calcinha, e meu coração disparou com a antecipação.
— Você confia em mim? — Ele perguntou, sua voz rouca e cheia de promessas.
Eu apenas assenti, incapaz de formar palavras coerentes.
Marco segurou a lateral da minha calcinha e, lentamente, a deslizou por minhas pernas.
Ele se ajoelhou entre minhas coxas, os olhos escuros fixos nos meus antes de baixar a cabeça e me beijar exatamente onde eu mais queria.
O prazer veio em ondas, arrancando de mim um gemido alto e desinibido. Meus dedos se enterraram em seus cabelos enquanto ele explorava cada parte de mim, provocando, saboreando, levando-me ao limite.
Minha respiração estava ofegante, e minhas pernas tremiam ao redor de seus ombros.
Eu nunca tinha sentido algo assim antes.
Marco sabia exatamente o que estava fazendo, e fazia com maestria. Ele me levou à beira do êxtase, apenas para me puxar de volta e prolongar ainda mais o momento.
Quando finalmente alcancei o ápice, meu corpo inteiro se contraiu, e um grito baixo escapou dos meus lábios.
Marco subiu sobre mim novamente, observando-me com um olhar satisfeito.
— Você é deliciosa, Sofia.
Eu tentei recuperar minha respiração, mas meu corpo ainda estava em chamas.
E eu queria mais.
Com um movimento ousado, desabotoei sua camisa, deslizando-a por seus ombros largos. Meu olhar percorreu seu torso definido, e um arrepio percorreu minha pele ao ver o desejo nos olhos dele.
Sem hesitar, minhas mãos foram até o cós de sua calça, desfazendo o cinto e o botão com dedos trêmulos. Marco me ajudou a se livrar das últimas peças de roupa até que nada mais nos separasse.
Ele me olhou nos olhos enquanto se posicionava entre minhas pernas, seu toque suave, mas determinado.
E então, sem pressa, ele me penetrou.
Um gemido conjunto encheu o quarto enquanto nossos corpos se tornavam um só.
A noite apenas começava.