O Sopro da Verdade

1426 Words

O eco do último tiro ainda vibrava no ar quando o morro inteiro ficou quieto. Quieto de um jeito estranho — como se até o céu estivesse prendendo a respiração. Catarina se agarrou ao peitoril da laje. — V.K… O coração dela batia tão rápido que parecia que ia arrebentar as costelas. Dona Nilva virou o rosto. — Não olha! — Eu tenho que olhar! — Menina, tu vai enlouquecer! — Já enlouqueci! Lá embaixo, a fumaça se dissipava devagar. Aos poucos. Como véu sendo levantado. Primeiro, Catarina viu Tigrão, ajoelhado atrás de um muro, olhando para algo à frente. Depois, soldados recuando devagar, arrastando um dos feridos. E então… ela viu ele. V.K. De pé. Respirando pesado. O braço sangrando. O peito subindo e descendo rápido. Vivo. — Graças a Deus… As pernas dela quase cedera

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