Eu não tinha certeza de quanto tempo tinha passado. Os minutos pareceram se misturar, quando Remo me pegou de novo e eventualmente me colocou em algo macio. Meus olhos se abriram, com as pálpebras pesadas e queimando de tanto chorar. A primeira coisa que registrei foi a cama em que estava deitada. Lençóis de cetim macios, vermelho-sangue. Uma majestosa cama de dossel feita de madeira preta, os postes torcidos como se dois galhos tivessem se enrolado em volta de outro para formar um. Cortinas vermelho sangue pesadas pendiam do dossel, bloqueando a luz do sol brilhante que entrava no quarto. Eu coloquei minha mão trêmula contra o lençol suave, branco contra vermelho, como no chuveiro. Estremeci e comecei a hiperventilar novamente. Remo apareceu ao lado da cama e afundou, fazendo com que

