Poucos minutos depois da meia-noite, meu pai morreu cercado por mamãe, Emma e eu. Emma tinha insistido em estar presente, mesmo que eu tivesse medo de deixá-la ficar.
Sua tristeza encheu a sala como seus soluços e choro. Fiquei perto da parede, um espectador de sua angústia aberta. No fundo, a turbulência que ela mostrava abertamente me torturava, mas minha máscara externa estoica permaneceu imperturbada. Mamãe e Emma precisavam que eu fosse forte, fosse sua rocha nestes tempos instáveis. Era minha tarefa na vida. Meu dever.
Fechei minhas mãos em punhos em meus bolsos, o único sinal externo da mistura de emoções ardentes queimando dentro de mim. Tristeza e fúria se misturavam com as emoções sombrias que se acumularam ao longo de muitos meses, e agora eram acompanhadas por emoções mais novas e sombrias, criando uma mistura potente que ameaçava me desvendar.
Depois que o necrotério levou o corpo de papai e tomei todas as providências necessárias, saí de casa. Eram quase cinco da manhã e minha mãe e irmã haviam finalmente sucumbido ao sono. Eu estava bem acordado. Reprimi muitas emoções no ano passado. Precisava de uma válvula de escape, um alívio para o meu eu controlado.
Dirigi para um dos clubes que a família de Marco administrava. Era o melhor lugar da cidade se você quisesse se divertir e tivesse os fundos necessários.
A lista de convidados era exclusiva, e você só conseguiria passar pela porta se seu nome estivesse na lista. Os seguranças me deixaram passar sem dizer uma palavra. Antes que pudesse me acomodar no bar, Marco apareceu ao meu lado. — Já soube, — ele disse.
Balancei a cabeça, pedi uma bebida e engoli. — Preciso tirar as coisas da minha cabeça.
Não costumava ser cliente em nossos estabelecimentos. Sexo por dinheiro nunca me atraiu. Mas estava oco por dentro, vazio demais para colocar qualquer esforço em uma possível distração.
Marco me considerou. — Tenho alguém em mente para você. Vá para a suíte três. Vou mandá-la subir.
Levantei-me sem pedir detalhes e subi para os quartos particulares. A suíte que Marco escolheu tinha um tema romano com uma cama redonda cercada por colunas falsas. Não me importava com o ambiente. p***a, não me importava com nada agora.
A porta se abriu e uma mulher alta com longos cabelos loiros entrou. Ela estava usando um vestido branco que combinava com o tema da sala. Em meu estado de exaustão e meio bêbado, ela parecia uma réplica r**m de Serafina.
Foda-se Marco, o bastardo. Ele podia me ler como um livro aberto. Apenas seu sorriso sedutor e seus movimentos sensuais traíram sua verdadeira identidade. Aceitá-la era admitir fraqueza; enviá-la de volta passaria a mesma mensagem. De qualquer maneira, eu estava uma bagunça do c*****o.
— O que você quer? — Ela disse em uma voz sensual.
— Sem falar, — rosnei, puxando-a contra mim. — Agora chupe meu p*u.
Ela caiu de joelhos e inclinei minha cabeça para trás, olhando para o teto adornado com mosaicos romanos antigos. Não olhei para ela enquanto ela me chupava, não olhei para ela enquanto a fodia. Imagens de outra mulher loira entraram em minha mente, e minhas estocadas se tornaram quase cruéis quando a prostituta se ajoelhou diante de mim, mas as imagens eram distorcidas, nubladas pela amargura e uma necessidade doentia de vingança.
A satisfação não me preencheu mesmo quando gozei. Tudo o que me preencheu foi uma sensação de derrota.