Capítulo 16

403 Words
Maike: Depois da festa, mantive distância de Samanta. Tenho me trancado no escritório ou no meu quarto, evitando qualquer contato desnecessário. Não sei o que diabos deu em mim para agir daquele jeito. Mas também não podia simplesmente ficar parado enquanto a Brenda a acusava injustamente. Conheço bem aquela mulher e sei que fez isso por ciúmes. Quero ver até quando vai continuar me perseguindo. Já fez a escolha dela, e não há mais espaço para arrependimentos. Levei a xícara de café até os lábios, observando pela janela a intrusa no meu pomar, colhendo frutas como se fosse dona do lugar. Pelo que percebi, gostou mais das amoras. Amanhã é a tal festa que o Alessandro mencionou. Ele a convidou, e, como era de se esperar, meu pai permitiu que ela fosse. Revirei os olhos e me afastei da janela. Isso não é problema meu. Não tenho nada a ver com a vida dessa garota. Só quero que ela vá embora da minha casa o quanto antes. Preciso encontrar um jeito de me livrar dela. Cacilda — Senhor Maike, o Alessandro está aqui. Anunciou, me tirando dos meus pensamentos. Apertei a xícara com força, travando a mandíbula. — O que ele quer na minha casa? Cacilda — Veio ver a Samanta. Posso mandá-lo entrar? Minha paciência já estava no limite. — Eu não gosto de visitas. Desde que essa garota invadiu meu território, minha casa virou uma bagunça, e eu não estou gostando nada disso. Ela revirou os olhos. Cacilda — Então posso deixar ele entrar? Perdi a paciência. — NÃO! Mande que ela o receba pela janelinha do portão. Ele não vai pisar na minha casa. Já estou farto desse entra e sai. Cacilda, como sempre, ignorou minhas ordens e saiu. Voltei à janela e vi Samanta correndo até o portão, animada. Pulava como se tivesse acabado de ganhar um prêmio. São todas iguais. Nenhuma é diferente. Ela recebeu Alessandro com um sorriso largo e engataram uma conversa animada. Fico ali, observando da janela, sem paciência para essa cena ridícula. Não demorou muito para se despedirem, e Samanta voltar saltitando, segurando um pequeno embrulho nas mãos. "O que será que ele deu para ela?" Aperto a mandíbula, desviando o olhar. Ingênuo. Somos todos uns idiotas! Todas são iguais. Se fazem de santas para nos enganar. Murmurei e me afastei da janela, incapaz de olhar por mais um segundo aquela expressão de felicidade.
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