A cozinha estava silenciosa. O jantar havia terminado há algum tempo, e a mansão mergulhara em um silêncio quase reverente, interrompido apenas pelo som do relógio na sala e do vento batendo levemente nas janelas. Emily se levantou da mesa, puxando a blusa casualmente, sentindo o tecido escorregar levemente pelos ombros. Só queria água. Só isso. Ela nem percebeu que Alexander estava ali, de pé, na penumbra do corredor, vestindo apenas uma cueca e uma camisa desabotoada que deixava seus ombros largos à mostra. Havia algo nele que sempre a desarmava — não apenas sua presença imponente, mas a aura de domínio, de alguém que sabia exatamente o efeito que tinha sobre ela. Quando Emily virou-se para colocar o copo na bancada, encontrou os olhos dele. Aqueles olhos que a lembravam de noites pass

