capítulo 36

895 Words

Narrado por Kevão A sala tava carregada. O cheiro de cigarro impregnado na parede, o ventilador girando devagar, cuspindo vento quente. Eu sentado no trono de plástico — perna aberta, Glock no colo. Ao redor, os moleques perfilados: Rato, Canela, Nescau e mais dois vapores novos. Todos com o olho abaixado, postura tensa. — “Alguém aqui tem dúvida de quem manda nessa p***a?” Silêncio. Só o estalo da cadeira rangendo quando me inclinei pra frente. — “Depois de hoje… depois da Vanessinha… espero que todo mundo tenha entendido.” Rato coçou a nuca. Nescau mexeu no isqueiro, nervoso. Eu encarei todos um a um. — “Favela não é palco. É território. E nesse território, quem desafia o dono… sangra.” Canela assentiu devagar. — “Tá tudo entendido, patrão.” — “Ótimo.” — bati com a mão na

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