NARRADO POR KEVÃO Ela ficou me olhando. O maxilar travado. O peito subindo pesado. E quando falou, a voz saiu com veneno: — “Tu só pode ter feito isso porque ela era tua p**a, né?” Meu corpo enrijeceu. — “Que p***a tu tá falando, Rebeca…” — “É isso mesmo que tu ouviu.” — ela avançou, cravando o olhar. — “A Vanessinha te dava o que tu queria, tu passava a mão na cabeça dela. Aí quando ela inventou aquelas mentiras sobre mim, tu preferiu calar. Fingir. Me deixar sangrando.” — “Tu não sabe do que tá falando.” — “Sei sim.” — ela cuspiu as palavras. — “Se fosse qualquer outra, tu já tinha feito a caveira. Mas como era ela, né? Era tua distração. Teu consolo. Claro que ia defender.” — “Eu dei uma surra nela, p***a!” — disparei, sem nem pensar. O rosto dela mudou. Na hora. — “O quê?”

