CAPÍTULO TREZE.
Apollo Draven
Como sempre, eu estava certo!
Não se espera muito da família dela, eu tão pouco.
Na verdade, eu estou aqui para acabar com a maioria deles, mas esse não é o problema agora.
De alguma forma, nós os dois fomos enganados, e por mais que eu deteste os Moreau... A Selene com certeza não faz parte dessa lista.
Chega a ser insano, porque eles fizeram o que fizeram muito bem, e a cabeça do Laurent está a mil.
Ele não falou nada desde que cá entrou, e ele não é de ficar quieto.
Eu nunca o vi assim, e por isso não sei nem o que dizer, mas pelas batidas fortes soando na porta, alguém tem muito para dizer.
Vou até a porta e a abro, encontrando uma careta nada agradável, seguida por um pequeno furacão m*l-humorado passando por mim.
— Eu estou a sua espera faz uma hora, Ren — a Leila diz, e a escolha do tom foi completamente errado. — O que está acontecendo? — ela pergunta, e eu me sento na poltrona.
— Não espere mais, desça ou regresse para o seu quarto — ele já não está com paciência, Leilinha.
O tom que ele usou não foi simpático, e a fez se calar de imediato.
— Eu aconselho que regresse para o seu quarto, Leila — falo, e ela me lança um olhar nada amigável.
— Você tem que se meter em tudo? Eu sou a noiva dele e é você quem decide quem não deve ficar no quarto dele? — ela pergunta.
— Acertou — respondo, e ela está me odiando, mas é divertido.
— Saia, Leila — ela preferiu obedecer o Laurent, e saiu daqui soltando fumo pelas orelhas.
— O que vai fazer? — pergunto, depois de mais uns minutos de silêncio.
— Terminar esse noivado, e terminar o que comecei — ele responde, e eu sorrio.
Esse é o Laurent que eu conheço.
— Tem o seu pai de um lado e o dela do outro, e ela está magoada, com razão.
— E eu não me importo — ele responde, levantando-se.
— Primeiro, eu quero que descubra quem fez aquela palhaçada no rosto da prima da Selene — fala. — Depois eu cuido do Zade — finalmente.
— Não precisa dizer duas vezes — falo, pegando no celular.
— Como eu pude não notar? — ouço ele se perguntar, frustrado com ele mesmo, se levantando.
— É você bobeou nisso, parceiro... Mas não é como se não fosse perceptível — falo.
Ninguém olharia duas vezes para o vídeo, e tão pouco procuraria detalhes como esses, pois não?
— Ela me odeia — ele diz, e eu sorrio.
— Quem o viu e quem o vê, senhor Laurent — não resisto, pareço estar presenciando uma mudança digna de testemunho de milagre desde que a Selene fisgou o olhar dele.
— Cale a boca — ele diz, e eu sorrio.
— E ela tem razão, não tem? Você a odiou primeiro, e foi gratuitamente — respondo, e ele suspira, frustrado, e vai para a varanda.
Bem, o que for a acontecer daqui em diante promete.