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527 Words
CAPÍTULO TREZE. Apollo Draven Como sempre, eu estava certo! Não se espera muito da família dela, eu tão pouco. Na verdade, eu estou aqui para acabar com a maioria deles, mas esse não é o problema agora. De alguma forma, nós os dois fomos enganados, e por mais que eu deteste os Moreau... A Selene com certeza não faz parte dessa lista. Chega a ser insano, porque eles fizeram o que fizeram muito bem, e a cabeça do Laurent está a mil. Ele não falou nada desde que cá entrou, e ele não é de ficar quieto. Eu nunca o vi assim, e por isso não sei nem o que dizer, mas pelas batidas fortes soando na porta, alguém tem muito para dizer. Vou até a porta e a abro, encontrando uma careta nada agradável, seguida por um pequeno furacão m*l-humorado passando por mim. — Eu estou a sua espera faz uma hora, Ren — a Leila diz, e a escolha do tom foi completamente errado. — O que está acontecendo? — ela pergunta, e eu me sento na poltrona. — Não espere mais, desça ou regresse para o seu quarto — ele já não está com paciência, Leilinha. O tom que ele usou não foi simpático, e a fez se calar de imediato. — Eu aconselho que regresse para o seu quarto, Leila — falo, e ela me lança um olhar nada amigável. — Você tem que se meter em tudo? Eu sou a noiva dele e é você quem decide quem não deve ficar no quarto dele? — ela pergunta. — Acertou — respondo, e ela está me odiando, mas é divertido. — Saia, Leila — ela preferiu obedecer o Laurent, e saiu daqui soltando fumo pelas orelhas. — O que vai fazer? — pergunto, depois de mais uns minutos de silêncio. — Terminar esse noivado, e terminar o que comecei — ele responde, e eu sorrio. Esse é o Laurent que eu conheço. — Tem o seu pai de um lado e o dela do outro, e ela está magoada, com razão. — E eu não me importo — ele responde, levantando-se. — Primeiro, eu quero que descubra quem fez aquela palhaçada no rosto da prima da Selene — fala. — Depois eu cuido do Zade — finalmente. — Não precisa dizer duas vezes — falo, pegando no celular. — Como eu pude não notar? — ouço ele se perguntar, frustrado com ele mesmo, se levantando. — É você bobeou nisso, parceiro... Mas não é como se não fosse perceptível — falo. Ninguém olharia duas vezes para o vídeo, e tão pouco procuraria detalhes como esses, pois não? — Ela me odeia — ele diz, e eu sorrio. — Quem o viu e quem o vê, senhor Laurent — não resisto, pareço estar presenciando uma mudança digna de testemunho de milagre desde que a Selene fisgou o olhar dele. — Cale a boca — ele diz, e eu sorrio. — E ela tem razão, não tem? Você a odiou primeiro, e foi gratuitamente — respondo, e ele suspira, frustrado, e vai para a varanda. Bem, o que for a acontecer daqui em diante promete.
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