Capítulo 05
Narradora: Sófia
Caminho até a praia e me sento na areia ainda morna pelo calor do dia. A taça vazia fica ao meu lado enquanto observo as ondas quebrando na escuridão. O som do mar sempre teve o estranho poder de acalmar a bagunça dentro da minha cabeça.
Pela primeira vez desde que cheguei aqui, consigo ficar sozinha.
Ou quase.
— Posso sentar?
Levanto os olhos e encontro Ventania me observando.
Por um segundo penso em dizer não.
Mas aquele era exatamente o motivo de eu estar ali.
Me aproximar.
Ganhar espaço na vida dele.
Fazer ele confiar em mim.
Então apenas faço um gesto com a cabeça.
— Acho que sua amiga saiu com um dos meus homens — ele comenta enquanto se senta ao meu lado.
— Isso não me surpreende.
Ele solta uma risada baixa.
— Então ela costuma fazer isso?
— Alice costuma fazer o que ela quer.
— Deve ser complicado acompanhar.
— Você não faz ideia.
O silêncio se instala entre nós por alguns segundos.
— Sófia — digo.
— O quê?
— Meu nome.
Ele me encara.
Aquilo faz ele rir.
Era estranho.
Pelas histórias que eu tinha ouvido, Ventania parecia um homem incapaz de sorrir.
Mas ali, longe da Maré, longe dos homens que obedeciam cada ordem sua, ele parecia diferente.
Ainda perigoso.
Mas diferente.
— Carioca? — ele pergunta.
—Leblon.
— Sou socio de uma boate lá .
— Serio.
— E o que trouxe você até Cancún?
— Férias.
— Só isso?
— Só isso.
Ele arqueia uma sobrancelha como se não acreditasse.
— E você?
— Negócios.
— Que tipo de negócios?
— Os que me obrigam a viajar quando eu preferia estar em casa.
A resposta me faz sorrir.
Ele era cuidadoso.
Escolhia cada palavra.
Como alguém acostumado a esconder mais do que mostrava.
E isso apenas aumentava minha curiosidade.
Ou talvez minha desconfiança.
Conversamos por mais tempo do que eu pretendia.
Sobre viagens.
Sobre lugares.
Sobre a diferença entre viver e apenas sobreviver.
E, pela primeira vez em muito tempo, me peguei esquecendo por alguns minutos quem ele era.
O homem que eu acreditava ter destruído minha família.
O homem que eu deveria odiar.
Quando percebi, já estávamos caminhando em direção ao resort.
A conversa seguia leve.
Natural.
Porque eu estava começando a entender por que tantas pessoas eram atraídas por ele.
Ventania possuía aquela presença rara de quem parecia enxergar além da superfície.
E isso me deixava desconfortável.
— Meu quarto — digo ao parar diante da porta do meu quarto.
Ele para à minha frente.
Por alguns segundos nenhum de nós fala nada.
O ar entre nós parece diferente.
Mais pesado.
Mais intenso.
— Obrigada pela companhia.
— Não precisa agradecer.
Nossos olhares se encontram.
E, pela primeira vez naquela noite, sinto meu coração acelerar por um motivo que não consigo explicar.
Talvez fosse apenas parte do plano.
Talvez fosse apenas o início da vingança.
Ou talvez eu estivesse começando a entrar em um jogo mais perigoso do que imaginei.
Porque quando Ventania se aproxima, eu não me afasto.
Ele me joga contra a parede e passa a sua mão pelos meus cabelos, segurando firme e me beijando.
Ventania me vira de costas para ele e de frente para a porta, começando a beijar o meu pescoço.
— Eu abro a porta e entramos no quarto.
Ventania me pressiona contra a porta assim que ela fecha e começa a tirar meu vestido.
A pegada dele era forte e ele já estava louca de t***o.
Eu abro a calça do Ventania e abaixo a sua cueca, ajoelhando-se na sua frente e começando a chupar o seu p*u.
Ele segurava os meus cabelos com força.
— Você é mais gostosa do que eu pensei", ele fala, me pegando no colo e me levando para a cama.
Ventania me coloca de quatro e começa a beijar as minhas costas.
Ele mete com tudo seu p*u dentro de mim e começa a estocar com força enquanto segurava meu pescoço, eu gemia alto.
Ele me colocou em cima dele eu começo a rebolar em seu p*u enquanto ele beijava a minha boca.
Ventania me coloca de quatro para ele e eu apoio nos travesseiros enquanto ele metia com força.
Eu gemia sem parar enquanto ele estocava e desferia tapas em minha b***a.