Onde tudo começou
Sou Arielly tenho 23 e de onde eu venho muitas pessoas não têm oportunidade de realizar seus sonhos.Uma só cidade e dois mundos separados completamente diferentes mas ao mesmo tempo tão iguais, de um lado tem jovens traficantes, meninas que se vendem por dinheiro dentro e fora da internet, ladrões, violadores, burloes etc.. do outro lado que é onde eu vivo é ,tudo a mesma coisa a diferença é que desse lado acham que dominam tudo porque têm dinheiro. Vivo com os meus pais ainda, quem me dera ter já a minha casa para poder ser independente, tenho tudo o que quero meus pais batalharam muito para me darem uma vida boa, eu moro em um condomínio fechado, é bom até, tem piscina ginásio spa, até um restaurante tem, boa vizinhança, posso dizer que tenho uma vida muito boa, mas as vezes sinto que me falta algo, que a minha vida é mais do que esse lado da cidade algo verdadeiro pra mim e somente pra mim, como o amor de meus pais um pelo outro. Nada desta vida vai connosco a não ser o amor em nossos corações. Eu quero isso para mim. Ter meu marido a minha casa, por falar nisso tenho andado a chatear meus pais para me ajudarem a comprar uma casa -pai- Arielly!! Já disse que não é boa ideia minha filha.. -mae- Eu até acho que seria uma boa ideia! (olhando pro meu pai) -pai- Miriam ela tem 23 pelo amor de Deus! -mae- Eu me casei com você com 20 Leandro! (meu pai revira os olhos voltando os para mim) -pai-Filha o mundo lá fora é perigoso para nós, imagina para você minha filha -eu- mas pai eu preciso me jogar no mundo, ou vou ficar minha vida toda dependendo de vocês dois? (disse frustrada olhando para meu pai e minha mãe) -mae- sua filha tem razão Leandro! o que custa botar um pouco de confiança na sua filha maior de idade e vacinada? Ela já tem direito de fazer suas próprias escolhas. E para além do mais sua filha se porta sempre direitinho (me piscando o olho) -eu- é papai e eu me mato a estudar sou a melhor da turma! por favor papai (fazendo beicinho) -pai- (fica olhando para mim pensativo) tabom, falta um mês pra sua escola terminar Arielly (faz uma pausa) quando terminar a escola eu te ajudo a encontrar emprego até posso te arranjar algo na empresa (eu logo o interrompo) -eu- desculpa mas eu não quero ser a colega que é a filha do patrão pai (ele dá uma gargalhada) -pai- tem razão, se quiser eu posso falar com alguns contactos para se arranjar um emprego pra você filha -eu-nao precisa papai eu mesma trato disso, agora eu tenho que ir -mae- vai onde? é sábado pensei que íamos estar os três juntos! -eu-Ah mãe é que eu já tinha combinado com Sheila sabe -mae-sei, é a Sheila e a Cris sempre fazem você mudar de ideias, e a nossa maratona de filmes? (suspiro e me sento ao pé dela) -eu- mãe cê sabe o quanto eu te amo e quão grata sou por ser sua filha (ela me olha com olhar de cachorrinho) não faz esse olhar mãe por favor! eu tou sempre com vocês eu mal saio de casa durante a semana por conta da escola, só por hoje podemos adiar a maratona de filmes? (lhe abraçando)-mae-(suspira) tabom, só por hoje (me envolvendo nos seus braços e me dando um beijo na testa) só por hoje! -eu-beijo mãe baijo pai -ambos- tchau filha!
Saí de casa e as meninas já estavam me esperando no carro. -Sheila- Hey gata -eu- oi meninas -Cris- e aí pronta pra curtir esse sábado? -eu-tão querendo ir onde? -ambas- compras!! (gargalho) -eu-tabom bora. A gente arrancou para o Shopping e quando chegamos fomos logo para a nossa loja de preferência. Já fui pegando roupas para experimentar e as meninas a mesma coisa, fomos cada uma pra uma cabine experimentar roupas, saímos ao mesmo tempo arrumando os cabides e deixando as roupas que não queríamos levar. Depois das compras feitas eu tava faminta -eu-podemos ir comer alguma coisa por favor? (ambas concordaram). Fomos para a praia e comemos lá. Ao chegarmos já fui vendo um grupo de rapazes na lanchonete da praia, e as meninas pareciam conhecer, elas cumprimentaram os que elas conheciam, eu como não conhecia ninguém só fui dando boa tarde pra todos, me encostando no balcão dei de cara com um indivíduo que nunca tinha visto antes mas as meninas pareciam venerar ele, não saiam de perto dele, metendo conversa mas ele não tava dando a mínima para elas. -Cris- e aí DB, quando que cê vai me levar pra dar um rolê na sua moto? -Sheila- Vai levar ela tem que me levar a mim também viu!? Ele não tava nem aí para elas, nem sequer respondia, tava nem olhando para elas até que eu intervi e perguntei o que elas queriam comer -eu- o que é que vão querer comer? Ele não tinha nem reparado que eu tava ali até eu abrir minha boca, assim que eu falei ele logo olhou pra mim e ficou me encarando, me senti tão observada e incomodada que lhe disse num tom de deboche -eu- que que é? algum problema? perdeu alguma coisa por aqui? (as meninas suspiram, quase que pareciam intrigadas e incomodadas com o que eu tinha acabado de dizer, e os meninos que tavam com ele parecem irritados com a afronta que eu acabei de fazer) -Cris- Arielly! -Sheila- Desculpa DB (sorrindo nervosa) minha amiga não tá acostumada com olhares não ela não falou por mal . -menino1- É Sheila controla sua amiga aí cara! (falando intrigado) -menino2- Tá achando que nois é moleque, ninguém fala assim com o DB (DB dá uma olhada pro copo e acaba sua bebida) Ele continua me encarando sem nenhuma reação no rosto, eu nem conseguia decifrar a cara dele, não tava percebendo se ele tava achando piada ou se tava com raiva, mas não dei mais importância, fiz o meu pedido e fui sentar numa das mesas e as meninas vieram atrás de mim -Cris- cê tá louca menina!? você não sabe quem ele é? -eu- eu não! por mim até podia ser o presidente que eu tava nem aí, tá me encarando claro que vou responder! (digo indignada) -Sheila- é amiga mas pro DB você não pode falar nesse tom, ele é um dos homens mais perigosos da cidade, você não sabe do que ele é capaz (eu ouvindo aquilo reviro os olhos e bufo) -eu- tabom amiga (logo chega nossa comida) bora comer?! (as meninas olham uma pra outra preocupadas com o que poderia ter acontecido) -ambas- bora! Acabamos de comer e logo levantamos para ir embora mas um dos meninos que é muito amigo da Sheila chama ela -menino1- E aí Sheila, controlou sua amiga? -Sheila- (ela riu nervosa) Tudo controlado Hugo -Hugo- ótimo, queria convidar vocês pra festa de hoje, vai ser lá no meu bar -Sheila- (ela responde animada) uuhh uma festa, adoro -Hugo- e se for levar essa sua amiga, vê se ela nao fala besteira pro DB, não quero confusão lá hoje, os homens andam em cima de nós -Sheila- pode deixar bebê (dando um abraço no amigo) -Hugo- te vejo mais tarde então (dando um aceno de cabeça e voltando pro grupo dele) -Cris- e aí? o que ele queria? -Sheila- então (fazendo uma pausa) ele convidou pra uma festa lá no bar dele (Cris logo se empolga fazendo guinchinhos) mas... -Cris- mas o que? (disse parando com a festa e ficando seria) -Sheila- você (apontando pra mim) não pode fazer confusão (logo levanto as mãos em modo paz) -eu- eu? arrumar confusão com quem? -Sheila- por mais que estejam te encarando seja quem for você não pode responder pra não arrumar confusão, muito menos se for o DB (eu reviro os olhos e bufo) -eu-foi esse o trato com seu amigo foi? -Sheila-sim foi, ele só vai te deixar entrar se você não fi.. (não deixo ela continuar e interrompi) -eu- tabom tabom eu não vou responder nem arrumar confusão (Cris fala empolgada) -Cris-parece que vamos a uma festa (fazendo sonzinhos de batuque com a boca e as mãos) -Sheila- melhor irmos andando para nós arrnajarmos (eu e Cris concordamos e vamos cada uma pra sua casa)