Capítulo 18 – Fogo E Dinamite

1250 Words

Dante O ar do quarto parecia mais pesado naquela noite, como se o próprio Luar tivesse prendido a respiração esperando a gente explodir. Eu estava sentado na beira da cama, camisa aberta, cigarro esquecido entre os dedos. Valentina, do outro lado, encostada na janela, braços cruzados, fingindo calma. A luz fraca do abajur cortava a silhueta dela como faca. E eu sabia: se eu esperasse mais um dia, ia perder o fio do jogo. Eu levantei devagar, deixando o cigarro morrer no cinzeiro. Cada passo que eu dava era lento, calculado, mas por dentro eu era dinamite pronta pra acender. — Chega, Valentina. — A voz saiu mais baixa do que eu planejei, quase um rosnado. — Cê brinca com fogo demais. — E tu acha que é quem? — ela rebateu, o queixo erguido. — O bombeiro? — Eu sou o incêndio. — Parei a

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