CAPÍTULO 46 Narrativa de Netuno Desci correndo, peguei no carro um aparelho portátil de ver por dentro da mulher, fechei o carro e subi correndo as escadas. Entrei ofegante — estou muito ansioso pra saber se minha mulher está grávida ou não. Estou muito preocupado com a minha Eduarda; ela continua desacordada. Já entrei falando com a doutora: — Não vai fazer esse exame enquanto ela não acordar, você tá louca? Ela vai ou não vai acordar? A doutora respondeu: — Vou acionar um suporte com soro pra ela. Isso aí é porque ela está fraca. Dona Joana veio com um preparo, colocou no nariz da Duda; ela abriu os olhos assustada, tentou levantar, mas estava muito tonta. Dona Joana veio pra perto dela e a abraçou. Antes de mim, Duda olhou pra médica e a reconheceu do dia em que sua mãe morreu.

