Capítulo 32 Narrado pelo Autor O Vidigal não era o mesmo naquela manhã. A comunidade respirava festa. Desde cedo, homens armados ocupavam as vielas, garantindo que nada atrapalhasse o casamento da irmã de Netuno. As motos subiam e desciam, as caixas de som já estavam sendo testadas e o cheiro de carne temperada se espalhava pelo ar. A movimentação começou cedo. Dona Sônia já estava na cozinha desde a madrugada, comandando as mulheres que ajudavam a preparar as comidas. Panelões de feijão tropeiro, arroz, carnes temperadas no alho e na cerveja. Nos freezers, caixas e caixas de cerveja já estavam gelando. Na piscina da nova casa, recém-reformada de Netuno e Maria Eduarda, colocaram mesas redondas, toalhas brancas, flores simples, mas bonitas. Tudo improvisado, mas com o peso e a grande

