CAPÍTULO 11 Narrativa do Autor O sol ainda não havia surgido quando Maria Eduarda se despiu das últimas sombras da noite, exausta e com o corpo marcado por tensões invisíveis. O quarto dela era silencioso, mas o silêncio carregava o peso do controle absoluto de Netuno. Cada objeto, cada detalhe, parecia refletir sua presença, mesmo quando ele não estava ali. Na manhã seguinte, o café estava servido na mesa da cozinha, impecável, mas a tensão pairava no ar como nuvem carregada. Maria Eduarda entrou, tentando sorrir, mas Netuno não levantou os olhos. Ele sempre a ignorava até que decidisse o contrário, e naquele instante decidiu que a presença dela precisava ser lembrada de quem detinha o poder. — Maria Eduarda — disse, a voz baixa e ríspida, cortando o ar —, vem cá. Ela se aproximou, h

