Ana alice
Quando eu cheguei no bar meu coração falhou, a Lívia chorava na calçada e uma roda de vapores estavam em frente.
Ana Alice: O que aconteceu aqui?
Lívia: A Sandra morreu — Coloquei a mão na boca — Acabou Nali, o que a gente faz agora?
Eu queria ter uma resposta, mas eu estava no mesmo barco que ela. Conversei com ela e tentei consolar ao máximo que eu podia.
A Sandra não era uma má pessoa, mas também não era a melhor. Me despedi da Lívia e voltei pra casa a pé, no caminho eu vi o filho da p**a do Carlos depois de um mês.
Ele descia conversando com uma menina, abaixei a cabeça e apressei os passos para que ele não me visse.
Carlos: ALICE? — Continuei o meu caminho.
Senti o puxão no meu braço, olhei pra ele furiosa. Esse cara só pode ser louco!
Carlos: Vamos conversar p***a! — Puxei o meu braço — Não estressa pô, vamos.
Ana Alice: Me deixa em paz!
O Matarindo veio em passos lentos na minha direção, ele riu pra o Carlos e passou o braço no meu ombro.
Matarindo: Bom que tu já conheceu a mina do Miguel, protegida dos menor então se liga na tua caminhada aí.
Me virei e segui meu caminho até casa. Subi pra o meu quarto, o Miguel estava assistindo deitado na minha cama.
Ana Alice: Eu tranquei a casa — Ele concordou.
Miguel: E eu tenho a chave — Ignorei e me deitei na cama ao lado dele.
Ana Alice: As aulas acabam quinta Feira.
Miguel: E o Baile do muralha é domingo a gente vai ficar lá só umas duas horas parceira — Ele se levantou — Vamos passar lá na casa da tua mãe já vieram buscar ela.
Me levantei rápido, entrei no closet e troquei de blusa.
Subi na moto nervosa, quando chegamos na rua sete eu já podia ver o carro da clínica. Descemos da moto e o Miguel foi conversar com o doutor, ele pediu que eu desse a notícia primeiro pra ela.
Entrei em casa sentindo o cheiro forte de cachaça, ela estava sentada no sofá velho segurando um copo de água. Seu corpo havia ficado esquelético e não a mulher forte, saudável e carinhosa ela era meses atrás.
Ana Alice: Oi mãe.
Mãe: A p**a já voltou — Disse com a voz arrastada — Não quero você aqui.
Limpei as lágrimas que insistiam em rolar.
Ana Alice: Você vai ficar bem mãe, você vai — Sai de lá, caminhei até o doutor — Onde eu assino?
Assinei todos os documentos com um pouco de incerteza.
Miguel: Pega suas coisas pretinha — Neguei. Eu perdi o meu emprego e não vou conseguir sustentar aquela casa, meu destino é esse. — Qual foi o caô?
Ana Alice: A dona do bar morreu, perdi o emprego.
Miguel: A irmã do Matarindo ainda tá sem babá — Concordei.
Ele saiu pra me esperar lá fora, peguei minha mochila da escola e coloquei algumas roupas em uma mala de mão junto com os meus produtos de higiene.
Sai encontrando ele na calçada mexendo no celular.
Ana Alice: Vamos? — Subimos na moto.
Miguel: Segura aí.
Ele acelerou a moto fazendo o meu cabelo voar, uma brisa boa. O Miguel parou a moto em frente a casa dele, era linda, mais grande que a do lado.
Miguel: Chegamos na nossa humildade residência — Ele abriu a porta acendendo a luz, em comparação a minha casa a dele era um castelo. Só que no morro.
Ana Alice: Nossa não, sua — Encarei o quadro enorme, eram um homem, uma mulher, um menino e um casal de gêmeos.
Miguel: Minha família — O rosto do homem me lembrava alguém.
Eu não conseguia lembrar, mas eu sei que já o vi.
Miguel: Tu ganhou o coração do bandido — Sorri meio boba.
Ana Alice: Onde eu fico?
Miguel: Comigo, no meu quarto e em baixo da minha coberta — Neguei.
Ana Alice: Tudo bem eu faço o sacrifício de só dormir com você — Olhei os cômodos da casa, tudo bem limpo e cheiroso.
Abri a porta do quarto dele e analisei, ele têm estilo. Tinha uma prateleira com três pares do Jordan. Senti as mãos dele me agarrando por trás, quem vê assim pensa que a gente se conhece a anos.
Ana Alice: Sai seu tarado. — Empurrei ele rindo — Me dá um Jordan?
Ele apertou a minha b***a, encarei ele séria.
Ana Alice: Você tá sendo escroto agora — Me joguei de bruços na cama. Fechei os olhos e imaginei aquele dia, esse era o pensamento que ocupava quase toda a minha mente.
Miguel: Você ainda vai ser minha mulher pretinha, escuta só o que eu tô te falando — Ele se deitou do meu lado, neguei.
A última coisa que eu quero e me decepcionar novamente. Ele fez um carinho na minha nuca, gargalhei pelas cócegas e p***a a minha risada era muito alta.
Miguel: Parece uma foca —Dei um soco no braço dele —Você é uma mina da hora — Ele encostou as costas na cabeceira da cama.
Ana Alice: Você não teve nenhuma namorada aqui no morro? — Ele negou.
Miguel: Já comi algumas por aí — Foi a minha vez de negar.
Ana Alice: jeito feio de falar — Ele pegou no meu rosto e virou fazendo com que a gente se encarasse.
Miguel: Você vai gemer meu nome me implorando pra te comer, aposta?
Ana Alice: Não, nós somos só amigos — Ele n**a e me da um selinho.
Miguel: Seus outros amigos te beijam? Hm? — Ele enfia a mão no meu short, encontrando o meu c******s— Te chupam?
Ana Alice: Vamos dormir? — Ele retirou a mão do meu short.
Miguel: Você tem escolha Alice, mas se você quiser ser minha vai ter que me aceitar como eu sou.
É disso que eu tenho medo, não saber quem ele é.
Tomei um banho rápido, escovei os dentes e vesti meu pijama, o Miguel entrou no banheiro em seguida. Sentei na cama e escovei meus cabelos, senti a cama afundando do meu lado.
A visão desse homem sem camisa e só de bermuda, com as gotas de água pingando era muito tentadora. Ele por inteiro é uma tentação.
Ana Alice: Boa noite — Apaguei as luzes.
Miguel: Boa noite.
Me aproximei colocando a cabeça em seu peito, seus carinhos me faziam perder os sentidos aos poucos.
No final das contas eu cheguei no inferno pra que ele me tirasse de lá.
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Essa é a história do Miguel de "Celebridade" também disponível aqui na Dreame.
Fotos da Lívia e do Matarindo no insta @aut.izzamarques :)