Capítulo 4

1125 Words
Ana alice Quando eu cheguei no bar meu coração falhou, a Lívia chorava na calçada e uma roda de vapores estavam em frente. Ana Alice: O que aconteceu aqui? Lívia: A Sandra morreu — Coloquei a mão na boca — Acabou Nali, o que a gente faz agora? Eu queria ter uma resposta, mas eu estava no mesmo barco que ela. Conversei com ela e tentei consolar ao máximo que eu podia. A Sandra não era uma má pessoa, mas também não era a melhor. Me despedi da Lívia e voltei pra casa a pé, no caminho eu vi o filho da p**a do Carlos depois de um mês. Ele descia conversando com uma menina, abaixei a cabeça e apressei os passos para que ele não me visse. Carlos: ALICE? — Continuei o meu caminho. Senti o puxão no meu braço, olhei pra ele furiosa. Esse cara só pode ser louco! Carlos: Vamos conversar p***a! — Puxei o meu braço — Não estressa pô, vamos. Ana Alice: Me deixa em paz! O Matarindo veio em passos lentos na minha direção, ele riu pra o Carlos e passou o braço no meu ombro. Matarindo: Bom que tu já conheceu a mina do Miguel, protegida dos menor então se liga na tua caminhada aí. Me virei e segui meu caminho até casa. Subi pra o meu quarto, o Miguel estava assistindo deitado na minha cama. Ana Alice: Eu tranquei a casa — Ele concordou. Miguel: E eu tenho a chave — Ignorei e me deitei na cama ao lado dele. Ana Alice: As aulas acabam quinta Feira. Miguel: E o Baile do muralha é domingo a gente vai ficar lá só umas duas horas parceira — Ele se levantou — Vamos passar lá na casa da tua mãe já vieram buscar ela. Me levantei rápido, entrei no closet e troquei de blusa. Subi na moto nervosa, quando chegamos na rua sete eu já podia ver o carro da clínica. Descemos da moto e o Miguel foi conversar com o doutor, ele pediu que eu desse a notícia primeiro pra ela. Entrei em casa sentindo o cheiro forte de cachaça, ela estava sentada no sofá velho segurando um copo de água. Seu corpo havia ficado esquelético e não a mulher forte, saudável e carinhosa ela era meses atrás. Ana Alice: Oi mãe. Mãe: A p**a já voltou — Disse com a voz arrastada — Não quero você aqui. Limpei as lágrimas que insistiam em rolar. Ana Alice: Você vai ficar bem mãe, você vai — Sai de lá, caminhei até o doutor — Onde eu assino? Assinei todos os documentos com um pouco de incerteza. Miguel: Pega suas coisas pretinha — Neguei. Eu perdi o meu emprego e não vou conseguir sustentar aquela casa, meu destino é esse. — Qual foi o caô? Ana Alice: A dona do bar morreu, perdi o emprego. Miguel: A irmã do Matarindo ainda tá sem babá — Concordei. Ele saiu pra me esperar lá fora, peguei minha mochila da escola e coloquei algumas roupas em uma mala de mão junto com os meus produtos de higiene. Sai encontrando ele na calçada mexendo no celular. Ana Alice: Vamos? — Subimos na moto. Miguel: Segura aí. Ele acelerou a moto fazendo o meu cabelo voar, uma brisa boa. O Miguel parou a moto em frente a casa dele, era linda, mais grande que a do lado. Miguel: Chegamos na nossa humildade residência — Ele abriu a porta acendendo a luz, em comparação a minha casa a dele era um castelo. Só que no morro. Ana Alice: Nossa não, sua — Encarei o quadro enorme, eram um homem, uma mulher, um menino e um casal de gêmeos. Miguel: Minha família — O rosto do homem me lembrava alguém. Eu não conseguia lembrar, mas eu sei que já o vi. Miguel: Tu ganhou o coração do bandido — Sorri meio boba. Ana Alice: Onde eu fico? Miguel: Comigo, no meu quarto e em baixo da minha coberta — Neguei. Ana Alice: Tudo bem eu faço o sacrifício de só dormir com você — Olhei os cômodos da casa, tudo bem limpo e cheiroso. Abri a porta do quarto dele e analisei, ele têm estilo. Tinha uma prateleira com três pares do Jordan. Senti as mãos dele me agarrando por trás, quem vê assim pensa que a gente se conhece a anos. Ana Alice: Sai seu tarado. — Empurrei ele rindo — Me dá um Jordan? Ele apertou a minha b***a, encarei ele séria. Ana Alice: Você tá sendo escroto agora — Me joguei de bruços na cama. Fechei os olhos e imaginei aquele dia, esse era o pensamento que ocupava quase toda a minha mente. Miguel: Você ainda vai ser minha mulher pretinha, escuta só o que eu tô te falando — Ele se deitou do meu lado, neguei. A última coisa que eu quero e me decepcionar novamente. Ele fez um carinho na minha nuca, gargalhei pelas cócegas e p***a a minha risada era muito alta. Miguel: Parece uma foca —Dei um soco no braço dele —Você é uma mina da hora — Ele encostou as costas na cabeceira da cama. Ana Alice: Você não teve nenhuma namorada aqui no morro? — Ele negou. Miguel: Já comi algumas por aí — Foi a minha vez de negar. Ana Alice: jeito feio de falar — Ele pegou no meu rosto e virou fazendo com que a gente se encarasse. Miguel: Você vai gemer meu nome me implorando pra te comer, aposta? Ana Alice: Não, nós somos só amigos — Ele n**a e me da um selinho. Miguel: Seus outros amigos te beijam? Hm? — Ele enfia a mão no meu short, encontrando o meu c******s— Te chupam? Ana Alice: Vamos dormir? — Ele retirou a mão do meu short. Miguel: Você tem escolha Alice, mas se você quiser ser minha vai ter que me aceitar como eu sou. É disso que eu tenho medo, não saber quem ele é. Tomei um banho rápido, escovei os dentes e vesti meu pijama, o Miguel entrou no banheiro em seguida. Sentei na cama e escovei meus cabelos, senti a cama afundando do meu lado. A visão desse homem sem camisa e só de bermuda, com as gotas de água pingando era muito tentadora. Ele por inteiro é uma tentação. Ana Alice: Boa noite — Apaguei as luzes. Miguel: Boa noite. Me aproximei colocando a cabeça em seu peito, seus carinhos me faziam perder os sentidos aos poucos. No final das contas eu cheguei no inferno pra que ele me tirasse de lá. ____________________ Essa é a história do Miguel de "Celebridade" também disponível aqui na Dreame. Fotos da Lívia e do Matarindo no insta @aut.izzamarques :)
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