Capítulo 5

971 Words
Muralha Me levantei da cama, olhei no celular 03:45am. Os fogos tinham sido lançados. A Ana Alice continuou dormindo. Coloquei a máscara, peguei minha moto e saio direto pra boca. Matarindo: É os cana pô. Muralha: Bota pra descer! Nós pegamos os fuzis, peguei uma Glock colocando na cintura aqui o negócio pega fogo. Descendo o morro já tinha alguns caras feridos no chão, poucos eram nossos. Troquei tiro com uns botas, mas nem valia o meu tempo. Muralha: Aê K3, agiliza essa p***a pra levar os menor pro posto — Ele subio em cima de um barraco que ficava no meio do morro. Era o nosso melhor atirador, mas não se comparava ao tio Falcão. Vi ele derrubar dois com uma bala só, moleque era meu orgulho. Treinei desde os treze anos, hoje tem quinze e é melhor que qualquer um da boca. K3: Tão descendo — Concordei — Jantar lá na Nice? Muralha: Baile e tu vai dormir que amanhã não é sexta não. K3: Tá certo papai — Debochou. O tiroteio foi mais leve do que o da semana passada, quando já estavam recuando eu deixei o fuzil na boca e fui pra casa. Como hoje teve invasão nem todo mundo sai de casa, a maioria tem medo. Entrei no quarto a Ana Alice tava coberta dos pés à cabeça. Muralha: Oi pretinha — Ela abaixa o cobertor, os seus olhos estavam marejados, mulher medrosa. Meu corpo tombou para trás com o abraço que ela me deu. Ana Alice: Onde você tava? — Eu deixei escapar um sorriso, se ela soubesse... Muralha: Matarindo me ligou dizendo que tinha invasão, fui ajudar ele com umas coisas. Ana Alice: Você disse que não era do movimento — Ela falou de cara fechada. Muralha: Mais ou menos Alice, vou tomar um banho pra a gente ir — Ela concordou. [...] Tinha pouca gente na escola. A Ana Alice tava animada por que hoje falariam se ela passou no teste para o curso de inglês. O celular dela tocou e ela se afastou pra atender. Ana Alice: Passei, nem acredito — Toda feliz. Muralha: Eu sabia cambito — Ela me deu um soco leve no braço — A gente vai pra o baile sábado comemorar pô. Ana Alice: Deus me livre, não quero encontrar ele — Não queria esconder isso dela, nem que ela tivesse medo de mim. Porra! É f**a curtir uma mulher que odeia o que tu ama fazer. Muralha: Eu fico na sua cola o tempo inteiro — Falei sem caô nenhum, até porque ela é gostosa pra c*****o e os cria iam cair pra cima. Ana Alice: Olha lá ó — Ela aponta pra entrada da escola onde tinha um moleque brigando com uma mina — Acho que ele vai bater nela. Fui em passos lentos até eles com a Ana Alice na minha cola. Já cheguei socando a cara dele, tá achando que aqui é bagunça. Falcão: Bater em mulher aqui no meu morro não parceiro. Olhei pra trás vendo que geral da escola tava olhando, escola é um inferno mesmo. Xxx: Qual foi parceiro? — Cuspiu o sangue no chão. Muralha: Sou parceiro de filho da p**a não, rala daqui — Ele deu as costas e saio andando, a garota estava num choro só com a Ana Alice tentando consolar. Ana Alice: Tá tudo bem Monique, tudo bem — Em dois minutos a Ana Alice já descobriu o nome da garota. Mulher é outro patamar. Monique: Obrigada — Ela veio me abraçar, mas eu me afastei. Não curtia muito essas paradas não, só com a Alice mesmo. Ela ficou meio sem graça. Muralha: Vamo pretinha? — Ela concordou. Monique: Vocês vão pra o baile hoje? — Vejo a Lice concordar, já fecho a cara na hora sabendo da intenção da mina. Se brincar esse show todo foi teatro — Posso ir com vocês? Ana Alice: Pode. Monique: Obrigada, queria ir mais não tinha ninguém — Elas se abraçam novamente. Muralha: Nali? — Ela concordou e a gente entrou. Sentei do lado dela, entrou um moleque que eu não vi aqui desde o primeiro dia e a professora atrás. Muralha: Não foi apresentado por que? Ana Alice: Ele não é novo, aquele é o Carlos o mais escroto dessa escola — Brisei nos meus pensamentos, não podia ser o mesmo pô. Muralha: Tá na lista n***a. [...] O baile tava só o fervo, uns menor na contenção do camarote. O Matarindo lá em cima fazendo jus ao título de sub. A Ana Alice agarrada comigo e a outra ficava no pé, sempre procurando saber de tudo. Garota chata do c*****o. Muralha: Aê Monique cê não quer dá uma volta por aí não? — Ela negou — Bara subir Ana. Ana Alice: Ela não pode ir? — Neguei. Ana Alice sentou do meu lado quieta, parecia meio desconfortável mais uma hora ou outra ela têm que acostumar. Fumei um Beck só pra relaxar, já que a dona tava do lado. Ana Alice: Eu quero experimentar — Ela falou apontando pra o cigarro na minha mão. Neguei na hora. Muralha: Acho melhor tu ficar só na bebida. Ana Alice: Se você não me der eu vou comprar de qualquer outro, ou pegar de graça. Antes de eu me estressar eu dei um trago e puxei ela pela nuca soltando a fumaça na boca dela. Nós tava curtindo na melhor forma. Puxei a doida pra o meu colo que começou a rebolar. Já fiquei durão. Hoje não tinha escapatória, ela vai ser minha custe o que custar. *** K3 nos story ou destaque do insta. @aut.izzamarques :)
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD