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CÃO DE BRIGA: O PRÍNCIPE DE NOVA IORQUE

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O maior medo de Cleópatra era uma casamento arranjado, ela havia sido criada como uma serva, por isso mesmo o nome de rainha era quase uma brincadeira cru£l. Filha de um pai controlador e cru£l, ela está fadada a um casamento arranjado. E o destino a empurra como noiva de Júlio César, o rei do tráfico e da agiotagem de Nova York.

Assim como a realeza antiga, os súditos o adoram pela beleza, mas sobretudo pelo medo. Agora a doce Cleópatra estava nas mãos de alguém impiedoso e perverso.

As cartas estão na mesa e o rei que é Júlio César sabe jogar como ninguém. Ele tem nome e posição de um líder, mas o seu sangue veio dos becos escuros de Nova Iorque. Ele não apenas late, morde como um cão de raça que foi criado para ser. E agora Cleópatra é mais uma súdita dele, a aliança e o contrato de casamento para Júlio César não significa nada. Ele queria uma mulher com sangue nobre e conseguiu.

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Cleópatra
Era o nome de uma rainha, mas naquela casa ela não passava de uma vergonha desastrosa, era também a lembrança constante da traição da mãe. A mãe de Cleópatra havia fugido com outro homem, após anos de um casamento arranjado, a mãe não aguentou mais as constantes humilhações e surras, mas fugiu deixando a filha para apanhar e ser humilhada no lugar dela. E isso Cleópatra não conseguia perdoar. Uma mãe não devia abandonar a filha. Não importava o motivo. E a mãe a abandonou, e nunca mais voltou, nem para saber se ela estava viva, inteira, ou se havia sido entregue num casamento horroroso, as histórias costumavam se repetir. Esse era o motivo de ter tanto medo de um casamento arranjado, de sofrer nas mãos de um homem, e ainda ser obrigada a gerar os filhos dele. Provavelmente esse era o motivo da mãe ter a abandonado, era a lembrança dos momentos de infelicidade conjugal, já para o pai Cleópatra era a lembrança da fuga da sua mulher. Não importava em que lado fosse, estava manchada. O pai não tinha permitido que ela estudasse, pois assim continuava a governar a vida dela, mas aprendeu a ler escondido com uma das empregadas.Fingia ser menos esperta do que era, isso evitava grandes problemas e fazia o pai acreditar que ela era ingénua e até mesmo burra@. Ajudava na cozinha de casa quando escutou o pai a gritar pelo corredor, fechou os olhos e engoliu em seco, era sempre assim, se os negócios iam m@l, a culpa era dela. A pequena casa em Nova Iorque se tornava pequena, para os gritos que quase sempre se transformavam em surras. Olhou para Rosário, ele tinha sido sua babá e agora era a cozinheira,mesmo recebendo tão pouco, o dinheiro do pai ficava em jogos e para dívidas de empréstimos que ele fazia. Cleópatra suspeitava que em algum momento essas dívidas o faria ser morto. O pai não devia dinheiro para banco, mas sim para agiotas e traficantes. Ela secou as lágrimas que teimavam em sair, não choraria na frente dele, era sempre pior e não resolveria os seus problemas. Caminhou para o corredor. Encontrou Getúlio com o rosto marcado, alguém tinha batido nele. Apesar de todos os erros sentiu pena. _ Vou limpar o rosto do senhor. Getúlio parou. _ Não. Não quero as suas mãos em mim, até mesmo as suas mãos são iguais às mãos da v@dia que era a sua mãe. Ela fugiu igual a r@meira que era. Você é igual a ela. _ O senhor batia nela, por isso ela foi embora, eu também iria, se o senhor tivesse me deixado estudar, agora eu teria um emprego. Cleópatra bateu as costas contra a parede, isso pelo impacto do tap@ que o pai lhe deu, era sempre assim, ela já devia ter se acostumado, mas não queria, podia fugir, mas sabia que as ruas de Nova Iorque era o prato perfeito para uma mulher ser transformada em p********a@ e isso não era para ela. _ Você vai se casar. _ Não vou _ Vai. Ou eu morro, você morre e até a sua amada bá morre. Não que eu me importe com qualquer umas das duas. Ela devia saber que em algum momento o pai a venderia ou a perderia em uma mesa de jogo, mas achava que isso só acontecia em livros. Mesmo com o corpo doendo, ela quase riu, tinha o nome de uma rainha, o pai já havia sido um empresário renomado e tido ligações firmes com a máfia. E agora ela era comercializada. A vida pregava peças, mas quando ela compreendeu o que significava um casamento em troca da vida do homem à sua frente, ela se encolheu e chorou, só por ele, ela não cederia, mas tinha Rosário também. Possivelmente, viveria como a mãe viveu, apanhando e sendo humilhada, até o dia que não suportasse mais e fugisse com o primeiro que a quisesse, provavelmente deixaria um ou dois filhos para trás e seria odiada como ela mesmo odiava a sua mãe. Soluçou com aquela constatação, não tinha nada de rainha, nem coragem.

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