Parte 1 Capitulo 1
- Tudo na vida acaba um dia. - Cap.1
Era verão na Yawk high school numa cidade pequena chamada Hally. A escola ficava na zona mais isolada da cidade, longe do centro, mas perto de algumas casas de famílias ricas ou donos de comércio. A escola Yawk consistia apenas em um sobrado quadrado, um estacionamento aberto na frente, um pátio e uma quadra de basquete fechada nos fundos. Os alunos estavam todos reunidos no refeitório na hora do almoço, separados em grupos sociais, os calouros se divertiam no intervalo entre as aulas, os jogadores do time de basquete conversavam com as animadoras de torcida, os nerds ficavam separados apenas estudando e os que não se importam em se misturar conversavam com os seus amigos mais chegados. Melanie estava sentada em uma mesa, pesquisando sobre a morte de seus pais em seu celular.
- Alguma novidade Mel? - Ariana se aproximou da mesa segurando uma bandeja com iogurte, um cupcake com creme e granulado rosa, e uma maçã.
- Não, só a mesma coisa de sempre. - Mel deixou o celular na mesa, para observar Ariana sentar na sua frente. - ''Vazamento de gás''. - disse com desânimo.
- Olha Mel... eu sei que você ainda tem esperanças de saber o que realmente aconteceu com seus pais... Mas já se passaram onze anos! - Ela disse, dando uma grande mordida em sua maçã.
- Eu sei... você está certa. Já procurei em todos os sites e todos dizem o mesmo ''vazamento de gás provoca incêndio que explode uma casa e mata três pessoas no Canadá''... Acho que desisto, todos desistiram.
- Isso mesmo amiga, siga em frente e toca sua vida, seus pais iam querer isso. Faltam cinco meses para a formatura e depois disso, você vai ter uma vida inteira pela frente.
Mel apenas sorriu, nunca tinha visto a amiga ser tão sensível.
- Cadê aquele gay do Tom? Não vi ele no refeitório hoje. - Ariana olhou ao redor, para os alunos sentados em grupos nas mesas do refeitório.
- Ele ficou estudando para prova de matemática que teremos no primeiro tempo amanhã.
- Aquele nerd, só sabe estudar.
- E você devia fazer o mesmo, ou não vai se formar... falando nisso, o que quer fazer?
- Está me perguntando se vou pra faculdade? Pretendo virar uma artista do rock baby, não preciso disso. - Ela riu.
Ariana tocava em uma banda de garagem, seu irmão mais novo tocaav guitarra e seu vizinho Jake, bateria. Ela só passou a gostar de rock, quando sua mãe deu a ela uma guitarra de presente de aniversário de quinze anos, a partir de então, deixou seus vestidos, tiaras e salto alto, pra usar all star, calças legging rasgadas, jaquetas grossas e blusas com caveiras desenhadas, quase sempre na cor preto. Até pintou mechas roxas nos cabelos negros e colocou um piercing no nariz. Ela dizia que sua mudança radical de visual e de personalidade não tinha nada haver com divorcio dos pais, mas Melanie desconfiava que era sim.
- Vocês nunca saíram da garagem da sua mãe, como pretende viver com isso? - Mel estava preocupada com o futuro da amiga.
- Calma... é só questão de tempo para a The Fatality entrar no auge.
- Não era One Fact? O nome da banda.
- Jake teve a ideia de mudar e eu gostei.
- Está bem... - Mel riu novamente. - Vai terminar de comer essa maçã?
- Não, pode pegar. - Ariana pegou a maçã da bandeja e deu para Melanie.
- Obrigada. - Ela deu uma mordida. - Hey Ari, olha quem está vindo aí...
- Oque? - Ela se assustou e quase se engasgou com o iogurte, quando um garoto alto, malhado, de cabelos escuros se aproximou. - Oi, Frank. - Ela sorriu debilmente.
- Oi Ariana. - Ele deu um sorriso de volta, sentando ao lado dela. - Olá Mel.
- Oi Frank.
- Eu não sei se viram no meu f*******: que eu estou convidando todos da nossa escola, para minha festa de dezoito anos.
- Não... Eu não vi.
- Eu vim entregar pessoalmente pra vocês o convite... - Ele entregou um envelope para Ariana e outro para Mel, e as duas abriram juntas para ler. - Vai ser numa boate bem legal... e é uma festa fantasia, então podem se vestir do que quiserem. Ariana, pode se vestir de vampira se quiser, já está quase pronta...
Ele riu da própria piada.
- Claro... perfeito. - ela sorriu, sem graça.
- Vocês vão, não é?
- Claro que vamos. - Ari respondeu bem rápido.
- Legal, então eu vejo vocês lá.
Ele saiu acompanhado de duas garotas loiras e peitudas que passaram.
- Ele não é lindo? - Ela sorriu ainda em transe.
- Ele te chamou de monstro. - Mel disse.
- E ele ainda sabe o meu gosto para fantasias...
- Desisto! - revirou os olhos, para a amiga. - Hey Tom! Finalmente apareceu.
Um garoto magrelo alto, muito branco, cabelos lisos com gel, usando óculos e um suéter azul embaixo da jaqueta de couro preta se juntou a elas segurando uma pilha de livros.
- Oi meninas. Mel, eu estava estudando sobre incêndios nesses livros e olha oque eu descobri... - Ele abriu a página de um livro apontando com o dedo indicador a imagem de um grande casarão pegando fogo e uma longa matéria sobre o assunto. - Aqui diz que na maioria dos casos é causado por vazamento de gás, mas ainda tem outras possibilidades, nesse aqui...
- Calado Tom! A Mel já desistiu de ficar pesquisando sobre o incêndio, e é melhor você também parar com isso! - Ariana fechou o livro fortemente sobre os dedos de Tom e ele não ligou com a dor, só olhou para Mel com dúvida no olhar.
- É verdade Tom... Obrigada por se esforçar e querer me ajudar, já passou da hora de esquecer tudo e seguir minha vida. - Ela disse com a voz triste.
- Mel, somos amigos desde que tínhamos sete anos de idade e você nunca desistiu...
- Eu não estou desistindo de vez, só quero dar um tempo. Mas sei que você devia estar estudando para a prova e não fazendo isso.
- Mas eu achei um site... - Ele pegou o celular para mostrar algo, Ariana revirou os olhos e saiu da mesa, levando com ela a bandeja com restos do cupcake.
- Eu tô fora. - Ela disse.
- É importante Mel.
Ele mostrou um site com fotos dos restos do incêndio da casa, que sempre davam arrepios em Mel e trazia lembranças más. Após hesitar um pouco, ela olhou com atenção para a tela.
- Aqui diz que não é possível um vazamento fazer tanto estrago e que provaram que não havia ninguém na cozinha quando aconteceu, ninguém para acender um fósforo, entendeu? Ninguém. Todos estavam no andar de cima.
- Eu já vi este site, só que não faz sentido... como uma casa pode pegar fogo, se ninguém acendeu um fósforo?
- Isso que estou me perguntando. - Após alguns minutos analisando a imagem dos restos da casa, Melanie respirou fundo e sorriu. -
- Vamos deixar isso pra lá, Tom. Temos uma festa para ir sábado e temos que comprar fantasias.
- Que festa?
- A festa de aniversario do Frank. Fomos convidados.
- O Frank convidou eu e Ariana? Acho difícil de acreditar... ele não sabe nem nosso nome direito!
- Não diz isso na frente da Ariana, se não quiser apanhar! Ele veio entregar os convites pessoalmente e disse certinho o nome da Ari. O mínimo que podemos fazer é ir.
- Não tenho muita certeza...
- Ah... vamos, a Ari gosta muito dele.
O sinal tocou antes que Tom respondesse, então os dois seguiram para a sala de aula.
- Abram o livro no capítulo nove e leiam com atenção, pois eu vou pedir um trabalho sobre o assunto. - O professor gordo e de barba cumprida, m*l olhava para os alunos, sentado na mesa e tomando uma caneca de café, enquanto lia alguma coisa no livro.
Todos obedeceram à ordem, e leram em silêncio. Mas Melanie podia ouvir alguns cochichos do fundo da sala.
Subitamente ela teve a sensação que algo aconteceria, e por instinto ela se virou para trás rapidamente e catou uma bola de papel que iria atingir a sua cabeça com força.
- Eu falei! Ela é uma bruxa, com certeza é uma bruxa! - um garoto no fundo da sala levantou apontando o dedo para Mel, gritando com os olhos arregalados. - Se não fosse uma bruxa como teria se virado bem na hora que a bola ia acertar a cabeça dela?
A sala toda começou a cochichar e rir.
Joey era uma das pessoas que mais perturbavam ela, desde quando Melanie desviou da bola que a acertaria bem no estômago, na aula de ginástica, ele insistia em dizer que ela era uma bruxa.
- Joey, o que você pensa que está fazendo?
- Professor a Melanie é uma bruxa e tem poderes estranhos!
- O que você fez a ela dessa vez, Joey?
- Eu joguei a bolinha na direção dela e...
- Vai agora pra detenção!
- Mas ela é uma bruxa!
- E você um demonio. - Toda a sala riu. - Sai da minha sala agora!
- Mas...
- Agora! - Ele apontou para a porta, e o Joey saiu da sala, inconformado. - Você está bem, Melanie?
- Sim professor, obrigada. - ela respondeu educadamente, ainda assustada.
- O restante de vocês podem voltar a ler. - o professor se dirigiu a classe e todos voltaram a ler, mas ainda cochichando sobre o que tinha acontecido.
Isso aborrecia Mel todas as vezes que acontecia, ela ficava triste e se sentia uma aberração, mas seus reflexos eram sempre perfeitos e isso assustava algumas pessoas.
- Vejo vocês amanhã. - Melanie acenou para os amigos e abriu a porta de sua BMW preta novinha, e entrou depois de jogar sua bolsa no banco passageiro, ela deu partida. Ela ganhou o carro de sua tia Sabine, no seu último aniversário. A tia sempre fazia todos os gostos da sua sobrinha para que ela nunca se sentisse triste ou sozinha, e Mel era muito grata.
Sua casa nem era tão longe da escola, mas Sabine achava mais seguro que Mel fosse de carro. Enquanto esperava no semáforo, ela se olhou espelho do retrovisor, pensativa. Sua pele era tão pálida, os olhos azuis com cílios grandes, os seus cabelos loiros cheios e ondulados, ela nunca usava muita maquiagem pois já tinha uma pele perfeita. Ela não se lembrava com qual de seus pais ela mais se parecia, pois não tinha nenhuma foto deles, mas sua beleza era angelical e chamava atenção por onde passasse.
Melanie abriu a porta da frente e entrou na casa, o único som que se podia ouvir eram de suas sandálias. Ela já era acostumada a chegar e não ter ninguém em casa, pois Sabine trabalhava até tarde. Melanie foi diretamente pro seu quarto, que era uma suíte muito confortável e aconchegante, com uma cama queen size, uma penteadeira com todos seus pertences, um lustre grande, um armário, uma tv na frente, um tapete fofo cobria todo o chão bem na frente de um espelho enorme e uma porta levava para o banheiro, onde tem uma jacuzzi e uma janela com vista para a piscina, e os jardins. Ela sabia que era muito sortuda por ter uma tia como a dela.
Mel tirou as sandálias e as jogou de lado, depois foi preparar um banho relaxante, e passou a tarde pesquisando mais sobre o incêndio. Como já era de costume.
- Melanie, cheguei! - Sabine gritou, entrando pela porta da frente, segurando sacolas de compras, e Melanie logo desceu as escadas para ajudar a tia. - Comprei ingredientes para fazer o jantar.
- Como foi o trabalho tia? - Melanie perguntou, depois de guardar as coisas na geladeira e no armário.
- Foi bom. Sabe aquele caso complicado que eu estava resolvendo? - Ela prendeu os cabelos cumpridos e pretos, num coque perfeito.
- Aquele do casal se divorciando?
- Exatamente! - disse sorrindo, como sempre fazia, nunca tirava o sorriso do rosto. Ela tirou o blazer e o scarpin preto e caminhou em direção ao seu quarto. - Eu venci! Então temos motivos para comemorar.
Ela subiu as escadas, e Melanie foi atrás.
- Meus parabéns!
- Obrigada. - Ela entrou em seu quarto quer era grande, também muito moderno e confortável, só que bem menos infantil que o de Melanie. - E como foi na escola?
- Foi como sempre... o Joey me acusou de ser uma bruxa de novo e ia jogar uma bolinha de papel em mim.
- Esse garoto é um i****a!
- Ele foi parar na detenção.
- Merecido! - Ela olhou com os grandes olhos castanhos para os olhos azuis de Mel. Apesar de Sabine ser irmã de sua mãe, Mel não se parecia em nada com a tia.
- Eu, a Ariana e o Tom fomos convidados para uma festa fantasia em uma balada sábado.
- Uau, sério? quem está dando a festa?
- Um colega nosso. Eu tenho que ir porque a Ariana tem uma quedinha por ele, e não vai se eu não for.
- Vai sim, vai fazer bem você ir a festas... porque você está sempre trancada no quarto.
- Bom... quer que eu ajude fazer o jantar? - ela mudou de assunto rapidamente.
- Não, não... obrigada meu anjo, mas hoje vamos ter visita no jantar e quero preparar eu mesma. Obrigada, você pode descansar.
- Eu não estou cansada...
- Bom, então pode assistir um filme sei lá. Pode ir. - Ela se inclinou e beijou a testa de Melanie.
- Quem é essa pessoa que está vindo para o jantar?
- É um cara que eu conheci no trabalho. Já faz um tempinho que ele quer vir jantar comigo, e eu decidi convidar ele hoje. Ele é bonito e muito legal... acho que você vai gostar dele, ele já gosta de você bem antes de te conhecer.
- Como assim?
- Contei para ele toda sua história... e ele disse que você é forte e muito corajosa.
- Tia! Sabe que eu não gosto que mais pessoas saibam disso, para não ficarem com pena de mim. - Mel foi na cozinha tomar um copo de água. -
- Sim, eu sei. Mas ele é especial... - Ela disse com um tom de voz leve.
- Tia... vocês estão...?
- Não! Quer dizer... não sei, mas...
- Quer que eu saia e deixe vocês sozinhos pra jantar?
- Não, imagina! Não precisa!
- Está brincando! Você não pode perder uma oportunidade dessas, olha... eu posso ir na casa do Tom, temos que estudar juntos para prova mesmo.
- Melanie, mas eu quero que você jante com a gente...
- Temos a vida inteira pra fazer isso tia, mas você não conhece alguém legal há muito tempo...
- Acho que tem razão. Você pode ir, mas volte logo, pois eu fico preocupada quando você sai com esses seus amigos, principalmente com a Ariana.
- Tá... - Ela sorriu. - Eu vou no meu quarto me trocar e já vou.
Quando Melanie desceu as escadas para sair, ela se deparou um homem alto e forte cumprimentando Sabine na entrada. Ele usava terno, parecia muito rico e também ela não poderia deixar de notar a beleza incrível dele, parecia ter saído direto de um filme. Ele tinha os olhos azul claro e os cabelos bem escuros.
Quando ele viu Melanie ele arregalou os olhos e sorriu.
- Melanie... esse aqui é Patrick, meu amigo do trabalho - Sabine estava com um sorriso radiante, e toda arrumada para o jantar. - E essa é minha sobrinha Melanie.
- Oi. - Melanie o cumprimentou, enquanto ele a olhava dos pés a cabeça. - Pode me chamar de Mel.
- Então, você é a escolhida?
- Enh?
- A escolhida... - Ele se corrigiu, distraído. - Para sobreviver.
- Ah claro, sim sou eu. - Ela respondeu sem graça, e passou por eles. - Tia, eu já vou indo tá, que o Tom está me esperando... aproveitem o jantar de vocês.
A casa de Tom ficava a duas casas da de sua tia, então Melanie foi caminhando ate lá e após tocar a campainha, Tom atendeu e os dois entraram em sua casa, que não era grande como a de Sabine, mas era bem arrumada e aconchegante.
- Onde estão seus pais?
- Eles foram assistir a peça de Romeu e Julieta da minha irmã. - Tom respondeu, fechando a porta do seu quarto depois que Mel entrou.
- Por que você não foi?
- Eu até ia, mas cancelei...
- Nossa! Você faltou a peça de sua irmã por minha causa?
- Não! Eu não estava querendo ir mesmo, depois ela vai me mostrar a gravação.
- Tudo bem... - Ela se atirou na cama pequena, afastando os livros do Tom. - Vamos assistir o que?
- Você não veio estudar?
- Tom, nós já estudamos muito! Vamos assistir filme igual os velhos tempos? Até tarde e comer pipoca... tem pipoca?
- Claro, eu vou buscar... pode ir escolhendo o filme. - Ele apontou para uma mesinha com vários DVDs, e depois saiu do quarto bem rápido.
Melanie estava olhando todos os DVDs de guerras nas estrelas, e alguns desenhos animados, quando encontrou alguns que eram filmes adultos, proibido para menores. Ela não sabia se ria ou se, se assustava.
- Aqui, eu trouxe as pipocas. - Tom quase derrubou da sua mão o pote de pipoca, quando viu Melanie com seus DVDs na mão. - Ah... Eles não são meus...
- Tom, - Ela riu. - Não precisa se explicar, isso é normal.
- Você não está achando que eu sou um viciado em p*********a, está?
- Se você disser que não, eu acredito e então? Vamos assistir vampiros e lobisomens? - Ela pegou um DVD e colocou para eles assistirem.
- Claro! - Tom ainda estava muito atrapalhado, quando colocou a pipoca na cama e deu uma lata de Coca Cola para Melanie.
Durante o filme, Melanie chegava mais perto de Tom, mas ele apenas ficou apenas imóvel, olhando para TV atentamente. Ela tentou colocar sua mão em cima da dele, mas ele levantou bem na hora para pegar uma pipoca. Quando o filme já estava quase acabando, Mel escorregou com a cabeça no peito de Tom, de propósito e fingiu estar dormindo. Ela sempre desconfiou que Tom, sentia uma queda por ela, desde criança, e ela queria testar essa possibilidade. Mas pelo que ela estava vendo, ou ele era mesmo gay, ou ele não gostava tanto assim dela. Ela levantou o rosto e os seus rostos se encontraram, mas antes que Melanie pudesse beijar ele, Tom levantou da cama, as pressas.
- Oque foi? Você não quer?
- Nao! Quer dizer... o que? Te beijar... sim, por que? Você também quer?
- É o que eu estou tentando fazer uma hora.
- É que eu achei que você não gostasse de mim... Não desse jeito.
- Claro que eu gosto de você Tom, você é o meu melhor amigo. - Mel também se levantou e parou centímetros perto dele. Ela percebeu que ele estava nervoso, e vermelho de vergonha. - Você nunca... Beijou uma garota antes, não é?
Ela olhou profundamente com os olhos azuis nos olhos castanhos de Tom e ele abaixou a cabeça.
- Mas e a garota que você levou pro baile ano passado?
- Ela foi embora no meio da festa. - Ele suspirou.
- Eu sinto muito Tom, mas... fica tranquilo, eu posso te ajudar com isso. Eu sempre vou ser sua amiga e você pode contar tudo pra mim.
- É que já é constrangedor o bastante ser o único aluno a tirar só notas A em matemática na turma, ser virgem aos dezessete anos não ajuda muito...
Melanie teve que se controlar para não rir.
- Isso não é um problema, metade do time de futebol é virgem, eles só fingem que não são. Olha só... Fecha os olhos.
Sem demorar, ele obedeceu e Melanie chegou mais perto, até poder sentir a respiração acelerada de Tom em seu rosto, então ela encostou os lábios nos dele e envolveu o pescoço dele com as mãos, e ele retribuiu o beijo dela também, só que com as mãos soltas como se fosse um boneco de pano. Ela pegou as mãos dele, sem se separarem e colocou em sua cintura, e aos poucos Tom foi se soltando, ficando menos imóvel e chegando mais perto de Melanie. Ela virou ele na direção da cama e ficou em cima dele, e continuou beijando ele. Tom parecia ter aprendido mais rápido do que o normal, pois já estava tocando os s***s e coxas de Melanie.
- Você deve entender mais disso do que eu. - Tom sussurrou, enquanto Mel tirava a camisa dele.
- Tom, eu também sou virgem.
- O que? - Ele se afastou. - Então eu não... a gente não precisa...
- Tudo bem, você tem razão. Somos amigos e eu não quero estragar isso... - Mel se levantou e arrumou seu vestido, então escutou a campainha tocar - Eu tenho que ir agora... Tchau Tom.
Ela saiu na direção da porta da frente e encontrou a mãe e a irmãzinha de Tom entrando.
- Melanie! Que surpresa boa, tudo bem? - A mãe de Tom deu um abraço apertado em Mel, e ela se sentiu envergonhada pelo que estava fazendo no andar de cima. -
- Tudo sim, humm... eu vim estudar com o Tom mas já vou indo para minha casa...
- Mas já? Acabamos de chegar...
- É que eu prometi chegar cedo.
- Então tá... Mande um abraço para sua tia.
- Pode deixar! - Melanie disse e correu para a casa de sua tia, sem acreditar que tinha beijado seu melhor amigo.